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O fenômeno dos Pix de R$ 0,01

De torcedores de time de futebol a pedidos de casamento, o Pix de R$ 0,01 virou forma de comunicação. Pesquisa da Zetta levantou dados de comportamento dos usuários.



O Pix, criado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020, já é um dos principais meios de pagamentos dos brasileiros: só em abril de 2021, houve meio bilhão de transações, superando a quantidade de TEDs, DOCs, cheques e boletos somados. Um número impressionante, e que esconde dentro um fenômeno curioso: os Pix de R$ 0,01.

No mesmo mês de abril de 2021, quase 1 milhão de Pix de R$ 0,01 teriam sido enviados entre pessoas físicas: é isso que mostram dados levantados pela Zetta, associação de empresas de tecnologia que atuam com serviços financeiros digitais, em parceria com números do DataFolha.

Essas operações sugerem que, com menos de um ano de vida, o Pix parece ter extrapolado seu papel original e se tornado também um canal de comunicação.

Por que pessoas fazem Pix de R$ 0,01?

A possibilidade de enviar uma mensagem junto à transferência fez os brasileiros começarem a usar o Pix também para entrar em contato com outras pessoas de uma forma alternativa. Casos de flertes viralizaram nas redes sociais, e até pedidos de casamento aconteceram por meio de transferências de R$ 0,01.

“Por que fazer algo comum e que ela já espera? Quis inovar”, explicou Everton, de Cascavel-PR, que usou um Pix para pedir em casamento a namorada, Victoria. “Foi de R$ 0,01 pra gente guardar pro casamento”, brinca.

O sucesso cultural do Pix também se manifesta de outras maneiras. Torcedores de futebol começaram a enviar transferências de R$ 0,01 para mandar mensagens para seus times, por exemplo. Nas redes sociais, o Pix é o meio de pagamento mais citado, segundo levantamento da plataforma Buzzmonitor.

Pix de R$ 0,01 enviados por empresas

A Zetta também identificou que cerca de 0,3% dos Pix considerados B2P (de empresas para pessoas) são transações de R$ 0,01 – em outras palavras, negócios enviando um centavo para pessoas físicas. O número absoluto, é claro, é bem mais baixo (cerca de 120 em abril), já que essas transações são mais raras.

Uma das hipóteses para isso é que alguns negócios estão usando o Pix com o objetivo de propaganda, buscando chamar atenção de seus clientes.

Independentemente do objetivo de quem faz um Pix de R$ 0,01, sua própria existência mostra a sua popularidade. A Zetta apurou que 96% dos brasileiros conhece o meio de pagamento e quase 70% da população tem intenção de usar o meio de pagamento no dia a dia.

Fato é: entre memes e flertes, o Pix foi muito além do que se esperava no cenário cultural.

Veja o estudo completo da Zetta aqui

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