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Mesada para os filhos: quando começar, quanto dar e como ensinar educação financeira na prática

Da primeira compra na cantina da escola ao planejamento de um objetivo maior, entenda como a mesada pode ajudar crianças e adolescentes a desenvolver autonomia, fazer escolhas e construir uma relação mais consciente com o dinheiro.
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Aprender a lidar com dinheiro começa muito antes do primeiro salário. Com a mesada, crianças e adolescentes têm a oportunidade de fazer escolhas, descobrir quanto as coisas custam e entender que, para realizar alguns desejos, é preciso planejar e guardar dinheiro. Mas quando começar a dar mesada, quanto dar e qual é a melhor forma de introduzir esse hábito? Neste guia, reunimos orientações de especialistas e experiências de famílias para ajudar você a transformar a mesada em uma oportunidade de aprendizado para os jovens. 

Por que dar mesada para os filhos? A teoria por trás da prática

Dia das crianças faz um monte de gente se lembrar dos brinquedos. Eles eram tão esperados e desejados que, quando chegava o 12 de outubro, era só alegria de receber aquele mimo… E ele custou algum dinheiro, certo?

Mas e se a criança pudesse ter comprado seus próprios brinquedos? Calma, ninguém está falando sobre trabalho – criança tem que estudar e ponto final. Mas, sim, daquele dinheirinho que os pequenos podem ir juntando com a mesada que a família dá com regularidade e, economizando daqui e dali, conseguem entender o valor de uma compra. Isso também é educação financeira.

Um estudo da Universidade do Arizona descobriu que o melhor jeito de aprender a lidar com finanças é na prática, administrando seu próprio dinheiro. Claro que a chamada socialização pelo dinheiro, com exemplos e lições dos pais, continua sendo fundamental. Mas a descoberta é que não tem nada como a mão na massa para entender de verdade os segredos financeiros.

Muitos pais têm dúvidas de como fazer isso e, às vezes, mesmo podendo, acabam não dando dinheiro para os filhos. São muitas perguntas mesmo. Qual é o melhor método: mensal ou semanal? Será melhor vincular esse dinheiro ao cumprimento de tarefas da casa e da escola? Ou não? Quando começar? Quanto dinheiro dar?

Dinheiro é tabu para 54% dos brasileiros, segundo uma pesquisa do instituto Mindminers. Então se presume que o assunto não seja muito explorado pelos pais na hora de educar os filhos, certo? Errado!

Uma pesquisa sobre finanças infantis que a Serasa fez, em 2021, em parceria com a Opinion Box, mostrou que 85% dos pais pesquisados ensinam os filhos sobre a importância de ter uma relação saudável com o dinheiro. E mais: 76% deles afirmam explicar para as crianças a importância de se poupar e investir.

Pensando no futuro dos pequenos, a pesquisa mostrou que 46% investem algum dinheiro para garantir um amanhã mais tranquilo, e outros 51% disseram que não fazem isso, mas que pretendem.

No vídeo a seguir, ouça o podcast do Nubank sobre como e quando dar mesada para as crianças:

https://www.youtube.com/watch?v=mNc8PHqoI7M

Sobre dar mesada ou não, os pais se dividem meio a meio: metade dá uns trocados, metade não dá nada. A principal motivação dos pais que escolhem dar mesada é ensinar a lidar com o próprio dinheiro, seguido de ensinar a economizar para ter autonomia financeira. Entre os que não dão, a justificativa é que eles querem ensinar os filhos a conseguir seus recursos por esforço próprio, e também por acharem que são muito novos para lidar com essa grana.

O Brasil ocupa a 17ª posição (entre 20) no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) no quesito competência financeira. Reflexo de uma estruturação tardia: a educação financeira só passou a fazer parte do currículo da educação básica em 2019, com a aprovação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os reflexos são sentidos todos os dias em um país com mais de 63 milhões de endividados.

Um estudo da Universidade de Cambridge mostra que os conceitos e hábitos financeiros são formados até os sete anos de idade. Ou seja: a consciência sobre dinheiro e as noções sobre como poupar precisam começar cedo, porque é na infância que aprendemos valores que levaremos por toda a vida.

Angela Tosatto, especialista em investimentos e educadora financeira do Nubank, opinou sobre dar ou não o dinheiro para as crianças.

“Eu acho que é super importante iniciar a educação financeira o quanto antes, claro, para quem tem a possibilidade e para quem tem esse conhecimento porque tudo o que a gente começa a fazer na infância se torna um hábito e, na vida adulta, a gente tem mais facilidade para lidar com dinheiro se começar cedo. Com esse x que eu ganho, o que eu posso comprar? Mas se eu quiser comprar alguma coisa mais cara vou ter que economizar um mês a mais, dois, talvez três.”

E na prática? Para entender como uma criança já lida com mesada, gastos e escolhas no dia a dia, o Nubank foi conversar com Arthur, de 8 anos, que ficou conhecido como “o menino da mesada” e sua mãe, Jaqueline Oliveira. Confira no vídeo abaixo:

https://www.tiktok.com/@nubank/video/7634598637288295700

Com que idade dar mesada aos filhos? Quando começar?

Existe, sim, uma idade ideal para começar a dar mesada às crianças. Segundo um outro estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, aos sete anos a criança já tem capacidade de entender o valor do dinheiro – e as consequências de gastar demais ou os benefícios de economizar.

O estudo sugere, ainda, que os pais ou responsáveis apresentem alguns dilemas compatíveis com a idade para que elas tomem decisões entre poupar ou gastar. Assim, vai se formando o que eles chamam de “hábitos da mente”. É uma oportunidade de fazerem escolhas boas ou ruins sem se prejudicar tanto e aprender com elas para que, no futuro, desenvolvam uma relação positiva com o dinheiro.

Quase 50% dos pais brasileiros entrevistados pela Serasa começam a dar dinheiro entre 5 e 7 anos de idade.

Angela Tosatto tem outra dica sobre a idade ideal. Ela sugere que os pais ou responsáveis observem a criança e começarem quando perceberem que ela está entendendo e se interessando sobre o uso do dinheiro.

Pode ser que os sete anos sugeridos pelo estudo de Cambridge seja um pouco cedo para algumas, ou meio tarde para outras. Ela ressalta que é importante não deixar passar o bonde porque aí a criança pode já ter que lidar com operações financeiras mais complexas sem experiência nenhuma.

“E claro, sempre explicando o que é o dinheiro, de onde vem, não simplesmente dar por dar a mesada, mas explicar e contextualizar a criança, que os pais tem que sair para trabalhar, ganhar o dinheiro, comprar as coisas e um pouquinho sobrar também para ele comprar as coisas que ele gosta, para ele se administrar.”

O mais importante do processo de aprendizado das crianças é ter o envolvimento da família. Então, o conselho de Angela é valioso: não basta dar o dinheiro, tem que guiá-los pelo caminho, ensinando o que fazer com ele, mostrando preços de produtos em comparação com outros e recomendando melhores escolhas.

Os pesquisadores do Reino Unido dizem que muitos pais têm dificuldade em ver os filhos errando e tentam impedir, mas eles afirmam que esse não é o melhor caminho com as crianças. O ideal é deixar eles fazerem escolhas ruins também para aprenderem com elas nesse ambiente controlado, de pouco dinheiro.

Entre pais do próprio Nubank, as rotinas variam e nem todas começam com disciplina. Vitor de Mario, gerente de engenharia no Nubank, admite que começou a dar mesada ao filho de cinco anos a contragosto, por insistência da mãe. Para ele, não era hora ainda.

“Às vezes R$ 40 por mês, às vezes R$ 10 por semana. Às vezes nada porque a gente esquece. Somos inconsistentes.” — Vitor de Mario, gerente de engenharia no Nubank

Já Giulliana Canesin, especialista em governança e gestão jurídica no Nubank, encontrou outra forma de ensinar o filho de oito anos a lidar com dinheiro: o lanche da escola. Uma vez por semana, ele recebe o dinheiro da cantina, às vezes de uma só vez, às vezes aos poucos. “É intencional para ver o que ele faz com o dinheiro contado e com dinheiro sobrando”, explica Giulliana. A única regra é usar o valor para comprar o lanche.

No dia a dia, as situações viram oportunidades de aprendizado. Ele já comprou lanche para um amigo que estava sem dinheiro, gastou com doces e bebidas mesmo sabendo que eram mais baratos no mercado, experimentou algo de que não gostou e precisou comprar outra coisa. Também já teve a carteira roubada na escola. Cada episódio traz uma nova experiência para aprender a fazer escolhas e lidar com o próprio dinheiro.

“O fato de ele ter que gastar na escola para comer, gerenciar o próprio dinheiro, cuidar e guardar com segurança gerou nele um senso de responsabilidade diferente. Achamos que este é um ótimo exercício.” — Giulliana Canesin, especialista em governança e gestão jurídica no Nubank

Quanto dar de mesada para filho de 10 anos?

Aos 10 anos, a relação com o dinheiro começa a ficar mais concreta. A criança já entende melhor como funciona o troco, compara preços e passa a fazer pedidos mais específicos. Em vez de simplesmente querer um brinquedo, por exemplo, já sabe dizer qual jogo gostaria de comprar.

Segundo os relatos de pais e mães que trabalham no Nubank e de membros da NuCommunity, uma referência para essa idade é dar entre R$ 7 e R$ 15 por semana. Uma das formas de chegar a esse valor é multiplicar R$ 1 pela idade da criança, regra usada por algumas famílias como ponto de partida para definir a mesada.

O pagamento, porém, não precisa ser semanal. Algumas famílias preferem concentrar o valor em um único depósito mensal, dando à criança a oportunidade de planejar os gastos por um período maior. É o caso do Enio, membro da NuCommunity, a comunidade do Nubank, que compartilhou como organiza a mesada do filho de 11 anos:

“Iniciei uma mesada para meu filho de 11 anos há 6 meses. Criei uma caixinha específica para ele no meu app Nubank e todo primeiro dia útil do mês aporto R$ 50,00. Já tem R$ 308,32 (entre aportes e rendimentos). Estipulei uma meta preliminar de R$ 1.000,00 mas ainda não há um objetivo específico para fazer com a grana. Ele já me cobrou um aumento; ficou pactuado que em jan.2027 haverá uma correção.”

Mano Enio, NuMentor na NuCommunity

O relato mostra dois movimentos típicos dessa idade: o pedido de aumento, natural quando a criança começa a comparar com os colegas, e a resposta estruturada do pai, que não nega nem cede na hora, mas combina uma data futura para rever o valor. É também um exemplo prático de como a mesada pode render enquanto não é gasta, quando o dinheiro é aportado em uma caixinha remunerada em vez de ficar parado.

Quanto dar de mesada para filho de 14 anos?

Aos 14 anos, a mesada muda de função. O gasto principal deixa de ser brinquedo e vira vida social, como o lanche da escola, o cinema com os amigos, créditos de aplicativos de jogos, ou até mesmo planos de assinatura que os pais não cobriram no plano da família.

De acordo com a tabela, o valor sugerido para essa faixa fica entre R$ 80 e R$ 150 por mês. A mudança para a frequência mensal, nessa idade, é intencional: treina o planejamento de médio prazo e aproxima o adolescente da lógica financeira que ele pode ter que lidar dali a poucos anos: a de administrar uma renda que entra uma vez por mês e precisa durar até a próxima.

Famílias que já incorporaram a mesada à estratégia de longo prazo tendem a trabalhar com valores mais altos. Fabiana Hummel, analista de experiência do cliente com investimentos no Nubank, dá R$ 500 por mês via Pix ao filho de 14 anos, com um destino claro: guardar nas Caixinhas do Nubank para um intercâmbio futuro. As regras vão além do uso do dinheiro: não pode gastar em jogos, precisa passear com os cachorros todos os dias e manter boas notas na escola.

Quanto dar de mesada para filho de 16 anos?

Aos 16 anos, a conversa muda outra vez. Muitos adolescentes nessa idade já têm conta própria, cartão de débito no próprio nome e podem ter até cartão de crédito com limite baixo. A mesada deixa de ser apenas “o dinheiro para gastar” e passa a conviver com decisões reais de orçamento.

O valor sugerido fica entre R$ 150 e R$ 300 por mês. É também a idade em que faz sentido abrir conversas que até então ficariam vagas: o que entra, o que sai, quanto fica para guardar, se vale ou não começar a investir uma parte. Alguns adolescentes começam a trabalhar nessa fase, outros não. Em qualquer dos dois cenários, a mesada estruturada já funciona como simulação do que virá depois dos 18.

Mesada semanal ou mensal? Como definir a frequência certa

Se você pensou em uma mesada, ou seja, uma vez por mês, é a mesma frequência que 65% dos brasileiros escolhem para dar dinheiro às crianças. Angela Tosatto, especialista do Nubank, concorda com a frequência mensal.

“É importante, sim, ter essa frequência mensal porque a criança vai começar a entender que demora a entrar mais dinheiro na conta dos pais e para a mesada dele, então ele também vai ter essa noção de tempo, que nada é de uma hora pra outra. As crianças vão ter que se planejar pros próximos 30 dias. O que eu vou comprar agora? Se eu gastar tudo essa semana fico três semanas sem. Mas, para os menores de dez anos, acho que é interessante dar [dinheiro] a cada 15 dias porque a noção de tempo deles é um pouquinho diferente da nossa.”

No caso das crianças menores, as semanadas funcionam melhor. Uma pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, publicada no jornal Psychological Science, sugere que crianças de quatro e cinco anos podem não reter a informação na hora em que aprendem. Logo, como crianças pequenas que têm a memória em desenvolvimento e precisam de repetições para processar os aprendizados, as semanadas tendem a funcionar bem. Com elas, as crianças aprendem desde cedo que dinheiro não é infinito e que é preciso planejamento.

Mesada vinculada a tarefas? Entenda o debate

Outra discussão importante é se o valor deve estar vinculado às obrigações, como arrumar o quarto e fazer a lição da escola, ou se não deve ter relação com os deveres. Pode parecer um dilema bobo, mas não é.

Se a mesada estiver vinculada às obrigações, as crianças podem ficar mais motivadas a cumpri-las, e pode ser bom que comecem a entender que, para ganhar dinheiro, é preciso se esforçar, como é a lógica do trabalho. Por outro lado, eles podem achar que sempre merecem ser recompensados por cumprir obrigações, o que não é necessariamente verdade. E ainda tem o fato de que eles deveriam cumprir algumas obrigações mesmo que não fossem pagos para isso porque… bem, são obrigações e ponto final.

Existem inúmeras pesquisas que defendem tanto um lado quanto o outro, todas com argumentos bem fundamentados. Aí prevalece a visão de mundo que você quer passar para criança. A Angela Tosatto tem outra ideia sobre o tema:

“É super importante a mesada não ser condicionada a tarefas domésticas, pequenas tarefas domésticas, claro, cada um na proporção da sua idade, mas ser atrelada a algum bônus se ele fizer a tarefa muito bem feita. Então, isso vai estimular a criança desde cedo a buscar fazer algo bem feito para conseguir um pouco mais de dinheiro. Isso se reflete na vida adulta com certeza.”

Na prática, alguns pais preferem fazer o oposto da recomendação  e defendem o modelo. Herbert Francarelli, gerente de engenharia no Nubank, dá R$ 25 por semana aos filhos de 15 e 11 anos via Pix, mas só se eles cumprirem uma lista de contrapartidas: ajudar nas tarefas de casa, não trazer bilhete ou reclamação da escola, ter notas boas e ficar em dia com os trabalhos escolares.

“Não tem regra sobre como gastar, mas eu acompanho de perto e oriento para colocar um pouco de juízo onde está gastando.” — Herbert Francarelli, gerente de engenharia no Nubank

A rotina de Aline Santos, supervisora de experiência do cliente no Nubank, segue a mesma lógica, com uma lista de afazeres. Para receber R$ 50 por mês via Pix, o filho de 11 anos precisa cumprir tarefas diárias: lavar o quintal, guardar a louça, jogar o lixo fora três vezes por semana, organizar a sala, ler 45 minutos todos os dias e manter os pais a par das atividades extras — vôlei, futebol e Kumon. 

Quanto dar de mesada? Tabela de valores por idade

A resposta aqui pode variar bastante, dependendo das condições de cada família. Segundo a pesquisa da Serasa, 38% dos pais que dão dinheiro aos filhos definem um valor entre R$ 20 e R$ 60. Outros 28% dão mais de R$ 120 por mês.

Os especialistas da Universidade do Arizona defendem que a quantia não é relevante: pelos estudos deles, você pode dar o quanto achar compatível com a sua renda e não é isso que vai ensinar mais ou menos o bom uso do dinheiro.

Eles defendem que o mais importante é que os pais deem primeiro em dinheiro e supervisionem, e explicam também que é fundamental que as crianças lidem com dinheiro físico antes de dar um passo grandioso, como ter um cartão de crédito em seu nome porque aí o prejuízo pode ser grande.

A especialista acredita que é melhor dar um valor mais baixo, e tem um bom motivo para isso:

“Quantias altas não é benéfico para a criança. Porque se ele conseguir comprar tudo o que quer o mês inteiro vai achar que aquilo ali é a realidade do mundo e a gente sabe que a realidade, quando tu te tornas adulto, é bem diferente. Então tu podes começar a dar uma quantia baixa em média, com alguns bônus talvez no meio do caminho. Mas nunca valores muito altos, que a criança consiga comprar muita coisa, porque daí se é uma quantia média ou baixa você vai estimular eles a economizar dinheiro.”

Como referência prática, a partir de todos os estudos analisados até aqui, e pessoas entrevistadas, uma das possibilidades na hora de fazer as contas é a regra do R$ 1 por semana multiplicado pela idade: uma criança de sete anos receberia R$ 7/semana; de 10 anos, R$ 10/semana. A tabela abaixo reúne essas referências:

Faixa etáriaFrequência sugeridaValor de referência
5–6 anosSemanalR$ 5–10
7–10 anosSemanalR$ 7–15 (regra: R$ 1 × idade)
11–12 anosQuinzenalR$ 30–60
13–15 anosMensalR$ 80–150
16–17 anosMensalR$ 150–300

Para entender como a mesada funciona na prática, conversamos com oito pais e mães que trabalham no Nubank e compartilharam quanto dão aos filhos. Entre as crianças de cinco a nove anos, os valores vão de R$ 10 por semana a R$ 100 por mês. Já para os pré-adolescentes de 11 a 13 anos, a mesada varia de R$ 50 a R$ 100 mensais. Para um adolescente de 14 anos, chega a R$ 500 por mês, quantia guardada para um intercâmbio no futuro.

Os relatos mostram que não existe um valor único ou uma fórmula pronta. Em geral, a mesada começa com quantias menores e aumenta conforme os filhos crescem, mas o valor também depende das condições financeiras de cada família e dos objetivos definidos pelos pais.

Com o tempo, é possível ajustar a quantia às novas necessidades dos filhos e dar a eles mais autonomia para lidar com o dinheiro, até que estejam preparados para ter a própria conta e administrar seus recursos.

Como abrir Conta do Nubank para menor de 18 anos pelo app?

Quando a mesada passa de alguns reais em moedas no cofrinho para valores maiores, aportes mensais e metas de meses, chega um ponto em que o dinheiro precisa de um lugar próprio. É aí que entra a conta para menor de idade: o filho tem um espaço seu para receber, guardar e movimentar o dinheiro, e o responsável acompanha tudo pelo app — sem precisar dividir a própria conta.

Para quem quer entender como essa rotina funciona na prática, Arthur, de 8 anos, e sua mãe Jaqueline Oliveira abriram a casa em um bate-papo mais longo com o Nubank sobre educação financeira, preços e economia:

https://www.youtube.com/watch?v=ffvbZgrjMPw

O passo a passo para abrir uma Conta para Menores no Nubank é simples e começa no app do responsável.

  1. Na tela inicial do app do Nubank, role a tela para baixo até a área “Descubra mais” e clique em “Começar”;
  2. Leia todas as informações na tela e toque em “Continuar”;
  3. Preencha os dados do seu filho ou filha: nome completo, CPF, data de nascimento e um e-mail. Lembrando que o e-mail e o CPF precisam ser do próprio jovem;
  4. Depois, responda  se o jovem é alfabetizado, digite a sua senha de quatro dígitos.
  5. Pronto: o convite é enviado para o jovem!

Ele recebe o convite e, pelo app do Nubank, começa o processo de cadastro.

  1. Na tela inicial, o jovem toca em “Continuar”,  informa o CPF e segue o passo a passo para criar a senha do app, inserindo a data de nascimento, o país onde mora, o  nome completo da mãe e o endereço completo em que reside;
  2. Depois, é só enviar a foto do documento e uma selfie. Isso ajuda a manter tudo seguro e proteger as informações. A análise leva algumas horas e é feita para garantir que está tudo certo com os dados.

Dependendo da idade, sugerimos ter um responsável por perto durante o processo de abertura da conta do jovem!

https://www.youtube.com/watch?v=LqvgfQSCUYI

Enquanto isso, os responsáveis acompanham tudo pelo Controle Parental, em tempo real — vendo o saldo, o histórico de transações e ativando notificações a cada movimentação. No dia a dia, o jovem pode usar o roxinho para receber a mesada, fazer compras online e  começar a cuidar do próprio dinheiro com mais autonomia e supervisão.

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Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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