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Escolha seu futuro: a história de Andrea, mãe de quatro filhas

Nesta série de posts, o Nubank divide um pouco da história de pessoas reais que participaram da nossa primeira campanha de TV nacional.



O Nubank nasceu para devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Começamos como uma pequena startup em São Paulo e hoje chegamos a mais de 40 milhões de clientes. Nossa missão, no entanto, segue a mesma – e é por isso que, na nossa primeira campanha nacional de TV, a gente coloca o foco justamente no que é mais importante para a gente: as pessoas. 

As alegrias, os medos, as dificuldades e as esperanças. Nossa campanha fala sobre tudo o que nos move a acreditar e querer mudar o nosso futuro. 

Nesta série de posts, contamos algumas das histórias reais de pessoas retratadas nesta campanha nacional do Nubank. 

Abaixo, conheça Andrea Cristina de Jesus Silva, moradora de Salvador e mãe de quatro filhas. 

A mãe 

“O que me motiva a batalhar todos os dias são minhas filhas. Quero dar pra elas tudo o que meus pais tentaram dar pra mim e não conseguiram. Quero mostrar que, independentemente de classe social, raça, cor e estudo, você pode entrar e sair de qualquer lugar. Entrar de cabeça erguida e não deixar ninguém te humilhar. Também quero dar pra elas uma casa bem maior do que a que eu já consegui construir; dar mais conforto. Mas isso em um passo de cada vez.

Eu tenho 40 anos. Sou soteropolitana, do bairro de Cosme de Farias. Moro com três das minhas filhas, tenho o ensino médio completo, encerrei o curso técnico de atendimento de farmácia há pouco tempo e estou em busca de um emprego.

Minha mãe engravidou de mim aos 17 anos. Meu pai também era muito novo, e a família dele não aceitava a minha mãe por ela ser negra. Mesmo assim, eles casaram e tiveram seis filhos: três homens e três mulheres. 

Minha mãe se tornou uma dona de casa, foi morar com a minha avó por parte de pai. Nesses anos de casamento, meus pais perderam os três filhos homens – três tragédias. Meu pai começou a beber, perdeu o emprego e o casamento não aguentou. Ele saiu de casa e minha mãe quem cuidou da gente.  

Como ela tinha que trabalhar na rua, eu tomava conta das minhas duas irmãs e fazia as coisas em casa. Foi aí que aprendi a realmente ser uma dona de casa.

Com 17 anos eu engravidei da minha primeira filha. O pai dela chegou a morar comigo, mas não deu certo. Como eu precisava trabalhar e minha mãe não tinha saúde para cuidar da bebê, ela foi morar com a avó paterna. 

A minha segunda filha nasceu antes de eu completar 20 anos. O pai dela me agredia, então decidi me separar. Ele foi embora e minha filha não tem contato nenhum com ele. E eu fiquei com as duas crianças, minha mãe e minha irmã mais nova pra sustentar. Eu saía pra trabalhar e minha mãe ficava cuidando da casa. 

Quando minha segunda filha tinha oito anos, engravidei das gêmeas. O pai delas disse que isso seria a melhor coisa da vida dele, que a gente ia morar juntos… E eu realmente sempre quis construir uma família, sabe? Sempre quis ser uma boa mãe.

Fui morar em cima da casa da mãe dele, mas me vi virando noites sozinha de novo. Então, antes da festa de um ano das gêmeas, eu já não estava mais com ele. A partir daquele momento ele passou a não querer dar mais nada pras filhas dele. Hoje elas têm 12 anos e o pai é um estranho pra elas. 

Quando as gêmeas estavam pra completar três anos eu perdi minha mãe. Pensei ‘e agora? Como eu vou trabalhar com três crianças e uma irmã de menor pra tomar conta?’. Tive que sair do trabalho. Não tinha mais pai, não tinha mais mãe, não tinha avós, não tinha realmente ninguém a quem recorrer.

Hoje eu sou pai e mãe de três meninas, mas sou mãe ao total de quatro… Eu dou conta, eu tomo conta. Tudo da vida de minhas filhas quem faz sou eu. Se é pra brigar sou eu, se é pra comprar sou eu, se é pra brincar sou eu… 

A gente mora na casa que era de minha mãe. A casa é própria, mas eu pago água, luz, coloco alimento na mesa. E eu lhe digo: eu sou feliz. Do meu jeito, da minha forma, criando as minhas filhas.

Não tenho como dar muito luxo a elas. Mas acho que, com o pouco que eu posso dar, elas são felizes também.

E eu gosto muito da minha história. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa muito guerreira. Luto muito por minhas filhas. Tudo o que eu puder fazer por elas, eu faço. E são elas que me motivam a batalhar todos os dias pra construir um futuro melhor pra gente.”

3.15

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