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A indústria da música: conheça as cifras desse mercado bilionário

A música tem um espaço grande na nossa vida e, além dessa relação emocional, é um mercado lucrativo. Já parou para pensar nessas cifras? Veja alguns números que ilustram o tamanho dessa indústria.



industria da musica: ilustração de um microfone com fundo roxo

A menos que você estivesse em Marte nos últimos meses, com certeza foi impactado pelo sucesso arrebatador da música “Envolver”, da cantora Anitta. Seja fazendo a coreografia nas redes sociais, nas festinhas ou qualquer playlist pop no seu streaming, lá estava ela. Você pode nem ser fã da cantora ou da música, mas não teve jeito de escapar do hit.

Se antes as músicas não saíam das nossas cabeças por causa das rádios e televisão, hoje elas estão na maior parte das nossas interações, principalmente online.

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Tudo isso porque estamos vivendo uma nova era do mercado musical. O streaming e as redes sociais ditam as regras do jogo e transformam as notas musicais em notas de dinheiro, muito dinheiro.

Veja, a seguir, por que a música é cultura, representatividade e celebração, mas também um mercado muito lucrativo.

Vamos falar de cifras?

Se você é das antigas, quer dizer que acompanhou a evolução da música: do LP para a fita K7, aí pro CD, download, até chegar no nosso streaming de hoje em dia.

Em 2021,  o mercado da música cresceu 32% no Brasil em relação ao ano anterior. Os números são puxados justamente pelo streaming, que é responsável por nada menos que 85% desse volume, segundo relatório da Pró-música, uma associação de produtores fonográficos associados.

Para se ter uma ideia, só em 2021, R$ 2,1 bilhões foram gerados pela indústria musical no Brasil. Desses, R$ 1,8 bilhão veio do streaming,

Segundo Carlos Mills, presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), essa ascensão do streaming foi essencial para o mercado da música, que vinha sofrendo há décadas.

“O streaming é responsável por mais de 90% do faturamento com a música gravada no Brasil. Na verdade, ele salvou a indústria fonográfica que sofreu uma queda vertiginosa de 2000 até 2014 no mundo inteiro. De 2014 até 2021, houve um crescimento sustentável que se espera que seja mantido pelos próximos 10 anos”, diz.

As redes sociais são o novo rádio 𝄞 

Em paralelo ao streaming, mais uma virada está acontecendo nesse mercado com o crescimento de uma rede social que tem tudo a ver com música… o TikTok.

Uma pesquisa realizada pela consultoria de dados MRC Data, a pedido do próprio TikTok, revelou que, nos Estados Unidos, 75% dos usuários descobriram novos artistas por lá e 63% disseram ter ouvido na rede social músicas que nunca tinham escutado antes.

O TikTok revelou artistas globais, como Lil Nas X e Olivia Rodrigo, e nomes nacionais como Marina Sena e Jovem Dionísio

Para Carlos Mills, o TikTok é importante, principalmente, para o segmento independente da música, ou seja, artistas sem relação direta com selos e gravadoras multinacionais. “Inclusive artistas sem nenhum histórico e que fizeram uma única música, viralizaram. É um canal importante em especial no segmento popular. E que trás muitas possibilidades para artistas independentes”, acrescenta.

Inclusive, um relatório da ABMI mostra que, em 2019, os músicos independentes representavam cerca de 53% dos top 200 diários no Spotify. 

A ascensão do funk

No Brasil, o funk já é o segundo gênero mais ouvido nas plataformas de streaming, atrás apenas do sertanejo. Mas, de acordo com o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, GG Albuquerque, vale lembrar que o funk é um gênero com várias vertentes. 

O que mais sobe nas paradas é um funk mais pop, que costuma ser melhor recebido na sociedade. Então, dá para dizer que esse é um momento promissor para esse subgênero, mas não necessariamente para o funk como um todo.

Mas é notório que hoje o funk movimenta um mercado independente de música, além de toda uma cadeia de renda. 

“O funk promove muita geração e renda, sobretudo nas periferias onde existem bailes muito grandes. Não só para o cantor e MC que estão alí no palco, ou para a dançarina, técnico de som, produtor de eventos, mas também para os barraqueiros, motoristas, e para o comércio no entorno”, diz GG Albuquerque. 

O pesquisador ainda reforça essa ideia dizendo que a cultura também é um setor importante a ser considerado quando falamos de economia. “No Brasil, existe uma ideia de que cultura é algo desprezível, que não tem a ver com empregos e vidas sendo sustentadas, mas cultura gera renda. Em alguns segmentos mais do que outros, mas faz a economia e a roda girarem. Além de promover senso de autoestima, pertencimento e identidade”.

Quanto desse mercado fica na mão dos artistas?

A música é um mercado desigual. Enquanto alguns poucos artistas atingem o tão sonhado sucesso, empregam muitas pessoas e faturam muito nos shows, a vasta maioria vai ficando pelo caminho.

Apesar das cifras de mercado chamarem atenção, é preciso entender que grande parte desse dinheiro gerado pela música fica com as gravadoras e plataformas de streaming.

Sabe aquele faturamento de bilhões citado no início do texto que é gerado pela indústria? Dele, apenas uma pequena fatia vai para direitos autorais.

“Tem uma divisão de praxe, feita pelas plataformas que direcionam, em média, entre 12% e 15% aos pagamentos de direitos. Sendo que só de 3% a 4% são destinados aos titulares representados pelo Ecad (entidade responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais). Os outros 9% ou 10% são pagos às editoras”, diz a superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim.

Segundo um estudo do Trichordist, um movimento para o avanço sustentável da categoria artística nos Estados Unidos, as plataformas pagam, em média, entre US$ 0,01 e US$ 0,06 por play para os artistas. Ou seja, a distribuição dos recursos também é desigual no país norte-americano. 

Isabel Amorim destaca que ainda há trabalho a ser feito em prol dos artistas. “Nos últimos anos, a gente vem lutando para que os pagamentos sejam extensivos aos direitos conexos – destinados aos músicos, intérpretes e produtores fonográficos – que não são contemplados nos contratos mundiais das plataformas. Nós conseguimos algumas vitórias importantes nesse sentido”.

Quem lucra com os shows?

Os shows são muito importantes para a classe artística em geral, não só para os músicos, mas para todo mundo que trabalha para que o espetáculo aconteça: os técnicos de som e luz, equipes de produção, montagem, apoio, comerciantes e muito mais. Os eventos são responsáveis por toda uma cadeia de geração de renda na economia.

Nos últimos anos, com a pandemia de Covid-19, o setor de eventos foi um dos mais afetados. A boa notícia é que os dados indicam uma retomada. Só em abril de 2022, o Ecad faturou R$ 36 milhões em eventos, o que representa um crescimento de 400% em relação ao ano passado, mas ainda é um número 25% menor em relação a 2019, antes da pandemia. 

Quanto à renda dos shows, grande parte do valor arrecadado nos ingressos é destinado aos artistas, mas isso depende do nível de fama e do gênero musical.

Ou seja, o mercado da música é gigante e importante, e o Brasil é um país relevante no cenário mundial. O consumo digital da música tem modificado esse setor constantemente com o streaming e as redes sociais.

Então agora, toda vez que você escutar uma música ou curtir um show, vai lembrar de que além de estar recebendo uma dose de arte, também está contribuindo, como consumidor, para um mercado muito importante.

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