Para quem vive a cidade de São Paulo, o Copan não é só um prédio. É um marco urbano e um símbolo da arquitetura moderna brasileira. E é justamente por isso que o desafio do Nubank foi tão específico: como criar uma marca contemporânea e relevante sem “passar por cima” de um lugar tão simbólico? Em espaços históricos, marca não deve ser imposição, precisa ser escuta.
Para o Nubank, pessoas, lugares e histórias são o centro de tudo
A gente acredita que marcas que chegam a lugares carregados de memória precisam, antes de tudo, prestar atenção ao contexto. Isso muda tudo.
Em vez de “aplicar o Nu” no Copan, o objetivo virou outro: construir uma integração cuidadosa entre o Nubank e a memória deste espaço no emblemático edifício, onde cada decisão de design tivesse motivo, e onde consistência não fosse repetição, mas cuidado.


Patrimônio afetivo
Esse princípio ganhou ainda mais força quando a conversa entrou no território do Cine Copan: um lugar que atravessou gerações e que, como tantos cinemas de rua, carrega uma memória coletiva da cidade mesmo inativo há quase quatro décadas.
O Nu Cine Copan nasce como um gesto de resgate e reativação cultural: devolver à cidade um espaço de encontro. Dentro de um recorte de marca o desafio foi enorme: como atualizar sem descaracterizar? como dar nova vida sem apagar o que já existe?.
Em parceria com Viva do Brasil e o estúdio de design Alles Blau, resgatamos o logo original do cinema e, a partir dele, foi desenvolvido um sistema visual inteiro inspirado nessa herança: uma tipografia exclusiva, referências gráficas do passado e um olhar atento para os detalhes. Tudo isso integrado à identidade do Nubank, na paleta de cores que buscava harmonia entre as marcas, na linguagem e na consistência com que tratamos cada ponto de contato.

A intenção nunca foi dominar o espaço com a marca, mas criar convivência: uma identidade capaz de honrar o que já estava ali, e ao mesmo tempo preparar o terreno para o novo. Nosso objetivo é reconectar e também retomar o projeto original do foyer, previsto no desenho de Oscar Niemeyer, agora plenamente integrado ao cinema. Os 1.500 m² do espaço passam, pela primeira vez, a operar de forma integrada, recuperando seu uso original como área de circulação, encontro e convivência.
Resgatar o Cine Copan é reabrir um espaço físico, mas também reativar um vínculo afetivo que poderia ter se perdido com o tempo. Criar pontes entre gerações, entre memória e futuro, entre marcas e cidade.Porque a maneira como se constrói presença de marca pode e deve se manifestar de diversas formas e a maneira adotada aqui foi a do respeito e da transparência: entender o contexto, honrar o que já existe e desenhar experiências que façam sentido para as pessoas e para a cidade.
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