Hackers, crimes e pornografia? Não é bem isso… Deep web e a dark web NÃO são sinônimos e, na verdade, você usa uma delas todos os dias sem talvez nem se dar conta.

Deep web e dark web: o que são esses espaços da internet?

2 de dezembro de 2020

Imagine que a internet é um grande iceberg. A pontinha saindo para fora do mar é o que chamamos de internet visível - já a parte das profundezas, invisível para quem observa da superfície, são as chamadas deep web e dark web. 

Mas, o que, afinal é essa internet "visível"?

Nessa analogia do iceberg, apenas 5% da internet é o que está para fora do mar. 

 A internet visível é, em termos técnicos, tudo aquilo que pode ser indexado em mecanismos de busca – na prática, o que pode ser achado em uma pesquisa no Google .

Já quase 95% é conteúdo não indexado, páginas que propositalmente não podem ser encontradas por qualquer pessoa ou mecanismo.

Essa é a tal deep web!

A deep web é essencial para a internet que todos nós consumimos – e vital para a nossa proteção e segurança. Já a dark web é uma parte pequena mesmo da deep web.

A deep web, ou internet profunda, é a internet não indexada – sites e plataformas que não estão disponíveis para qualquer um buscando por aí. 

Afinal, qual é a diferença entre deep e dark web?

De forma geral, a deep web reúne tudo aquilo que é protegido por algum tipo de senha ou acesso. 

Na deep web estão todas as informações que não são públicas, mas precisam ser acessada online – como o seu e-mail, mensagem em app de paquera, uma pesquisa dentro de uma universidade...

Em outras palavras: sua caixa de e-mail, os vídeos que você compra no streaming, bancos de dados de hospitais, intranet de empresas, contas bancárias… Tudo isso está na deep web: são dados na internet, mas que não estão abertos para qualquer um achar.

Claramente, não existe nada de errado ou necessariamente proibido na existência da deep web, muito pelo contrário. 

Garantir que mensagens sejam privadas, que informações bancárias não estejam abertas é parte fundamental da web.

A dark web é a pontinha mais profunda e submersa no iceberg. A internet escura – onde a luz não chega - reúne sites que, além de não serem indexados, só podem ser acessados por navegadores específicos.

E a dark web?

O browser que vem instalado no seu computador ou telefone, por exemplo, não consegue acessar os sites da dark web.

A  dark web é construída para evitar registros – o mecanismo é feito para tentar garantir que os acessos por lá sejam anônimos. 

Isso acontece porque o conteúdo fica na chamada rede TOR – The Onion Router, ou “roteador cebola”. O TOR cria muitas camadas, como as de uma cebola, para tentar garantir o anonimato de quem está navegando.

Não existe nada errado ou ilegal nisso – mas, por causa da anonimidade, a dark web ficou conhecida por ser um espaço propenso ao crime. 

No entanto, a dark web também é capaz de proteger atividades lícitas, como compartilhar textos de forma anônima ou permitir que ativistas em países com forte repressão tenham sua voz ouvida.  

E, vale ressaltar, o anonimato na dark web não é 100% garantido – e, há frentes de combate ao crime focadas em desmantelar redes que funcionam nesse pedaço da web.

A dark web é muito pequena perto do todo e é impossível “acidentalmente” cair em um site de lá. É preciso ativamente usar navegadores próprios para acessá-la.

Por fim, vale reforçar: crime, pornografia, ou qualquer material polêmico ou sensível não são exclusividade da dark web. Basta uma busca no seu navegador preferido para encontrar tudo isso – e muito mais – de forma bastante visível na internet.