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Tesouro Direto com juros semestrais: como funcionam e para quem são esses títulos?

Entre os títulos públicos prefixados e os que acompanham a inflação, há opções para receber os juros a cada seis meses. Entenda mais sobre o Tesouro Direto com juros semestrais e se vale a pena investir neles.



Cada vez mais os títulos públicos do Tesouro Direto se tornam a primeira opção para quem está entrando agora no mundo dos investimentos. O número de investidores cadastrados no programa do Tesouro Nacional já atingiu quase 18 milhões de pessoas em fevereiro de 2022. 

Entre as opções disponíveis, existem títulos do Tesouro Direto com juros semestrais, que pagam a rentabilidade a cada seis meses. A ideia de receber dinheiro extra semestralmente pode parecer vantajosa, mas nem sempre é. Entenda como funciona esse tipo de título.    

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O que é o Tesouro Direto mesmo? 

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional criado em 2002 para facilitar o acesso de qualquer pessoa aos títulos públicos. Até então, apenas grandes empresas e investidores qualificados podiam comprar esses papéis. Com o programa, é possível comprar títulos públicos com pouco mais de R$ 30. 

Ao comprar um título, é como se o investidor emprestasse dinheiro para o governo. Em troca, ele recebe o valor que investiu acrescido de juros.  

Quais são os títulos do Tesouro Direto? 

Existem cinco tipos de títulos públicos: 

  • Tesouro Selic: neste título, o rendimento é atrelado à taxa básica de juros da economia, a Selic;
  • Tesouro IPCA: o rendimento é atrelado ao índice oficial de inflação do país, o IPCA;
  • Tesouro IPCA com juros semestrais: também é atrelado ao IPCA, mas os juros (o rendimento) são pagos a cada seis meses;
  • Tesouro prefixado: o rendimento é prefixado, ou seja, você sabe quanto vai receber assim que investe nesse título;
  • Tesouro prefixado com juros semestrais: os juros também são conhecidos no momento do investimento, mas você recebe esses rendimentos proporcionalmente a cada seis meses.

Tanto o Tesouro Selic quanto o IPCA são considerados títulos pós-fixados, porque só é possível conhecer a rentabilidade deles no momento do resgate. 

Como funciona o Tesouro Direto com juros semestrais?

Como o nome diz, nesses títulos os investidores recebem os juros semestralmente e não apenas no vencimento. Além disso, a incidência do Imposto de Renda afeta esses ativos de um jeito diferente. 

Todos os títulos do Tesouro Direto seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda. Ou seja, quanto mais tempo você ficar com o ativo, menos imposto paga. 

Importante: o Imposto de Renda só é cobrado sobre os ganhos líquidos, e não sobre o valor total investido. Por exemplo: se você comprou R$ 100 em algum título e vendeu a R$ 110, o imposto será cobrado apenas em cima dos R$ 10 de lucro. 

Veja, abaixo, como ficam as alíquotas de IR:

Tempo em que ficou com o título Alíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

Como fica o imposto no Tesouro Direto com juros semestrais? 

Como os investidores recebem os juros semestralmente, a cobrança de IR também ocorre a cada seis meses e as alíquotas seguem a mesma tabela regressiva. A incidência de IR acontece da seguinte forma: 

  • 1º pagamento dos juros: ocorre depois dos primeiros seis meses do investimento. Há incidência de 22,5% em cima do rendimento do período; 
  • 2º pagamento de juros: ocorre depois de um ano de investimento. Há incidência de 20% sobre o rendimento do último semestre; 
  • 3º pagamento de juros: ocorre após um ano e seis meses do investimento. A alíquota do IR cai para 17,5% sobre os ganhos do último semestre; 
  • 4º pagamento em diante: a partir de dois anos de investimento, a alíquota cobrada é de 15% sobre o rendimento do semestre.  

Essa dinâmica de cobrança do Imposto de Renda é a mesma para os títulos do Tesouro IPCA com juros semestrais e para os títulos do Tesouro prefixado com juros semestrais. Agora veja, abaixo, as diferenças entre esses dois ativos.

Como funciona o Tesouro prefixado com juros semestrais? 

Assim como o Tesouro prefixado tradicional, a versão com juros semestrais também oferece uma taxa de juros conhecida no momento da compra. Contudo, existem algumas regras do Tesouro Nacional que podem deixar investidores iniciantes confusos, como a regra do cupom.

Quando você compra esse tipo de título, você já conhece a taxa de juros que vai receber na data do vencimento. Como são muitos investidores comprando títulos com rentabilidades diferentes, o Tesouro criou a regra do cupom para facilitar os pagamentos semestrais, sem prejuízo ao investidor: ele paga um valor fixo, de R$ 48,81, para cada título do investidor, por semestre.  

Ou seja, não importa se você comprou um título que paga 11% ao ano ou 5% ao ano, por exemplo, você vai sempre receber, semestralmente, R$ 48,81 multiplicado pela quantidade de títulos que você comprou. 

Agora, você deve estar se perguntando: “ué, como pode isso se as taxas de juros acordadas são diferentes?”. Por causa do preço que você paga pelo título. No Tesouro prefixado, quanto maior a taxa de juros ofertada, menor é o preço de cada título. 

Por isso, dependendo da taxa, você tem uma quantidade diferente de títulos –o que faz você receber mais ou menos semestralmente. E esse valor, no fim das contas, vai dar exatamente a taxa acordada na hora da sua compra.   

Como funciona o Tesouro IPCA com juros semestrais? 

Aqui também existe uma regra de juros fixos, mas a dinâmica é diferente. No Tesouro IPCA com juros semestrais, você recebe rendimentos que acompanham o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o indicador oficial de inflação do país. 

Nesse título, você recebe, semestralmente, uma taxa fixa de 6% ao ano (ou 2,96% por semestre) acrescido da variação do IPCA desses seis meses sobre o valor investido.

Traduzindo: todo título tem um valor de mercado, que varia diariamente. No caso do título IPCA, esse valor é somado à variação da inflação. Ou seja, uma parte desse valor é corrigida pela inflação diariamente enquanto a taxa prefixada se altera conforme a percepção de risco do mercado. 

Essa parte do valor corrigido se chama VNA (Valor Nominal Atualizado). E é isso que você recebe a cada pagamento semestral: a taxa de 6% ao ano (ou seja, 2,96% ao semestre) sobre o seu VNA atualizado.

Assim como ocorre no prefixado com juros semestrais, a impressão é que você está recebendo menos ou mais semestralmente. Mas sempre é feito o ajuste no vencimento para que você receba o valor de face – ou seja, aquela taxa de juros estabelecida no momento em  que você comprou o título. 

Marcação a mercado também vale para esses títulos? 

Marcação a mercado é uma atualização diária tanto nos preços de títulos de renda fixa (como Tesouro Selic e CDBs), quanto em produtos de renda variável, incluindo fundos de investimento. Esse ajuste pode acontecer tanto para baixo quanto para cima.

Em outras palavras, ela é a marcação de um ativo pelo preço de venda – ou seja, é o preço que você conseguiria de volta caso vendesse o seu ativo hoje.

Na renda fixa, a marcação a mercado é um fator importante para quem quer pedir o resgate antecipado de algum título. Ou seja, quando quer vender o título antes da data de vencimento. Dependendo do dia, o título pode estar valendo mais ou menos em relação ao preço que você pagou. 

Essa dinâmica vale para todos os títulos do Tesouro Direto, incluindo as opções com juros semestrais. 

Esses títulos são mais arriscados do que os outros? 

Não. Em relação aos seus pares que pagam juros no vencimento, os títulos com juros semestrais têm risco ainda mais baixo. Isso porque é mais difícil prever o que vai acontecer em 20, 30 ou 40 anos, do que prever o que pode acontecer em seis meses. 

Quando você investe em um título com vencimento em 30 anos, por exemplo, e mantém o ativo até a data final, você não sabe como vai estar o cenário econômico até lá. No caso dos ativos com juros semestrais, parte do lucro é paga a cada seis meses, período mais previsível, reduzindo aos poucos o risco da operação. 

É por isso que a taxa de rentabilidade final para esse tipo de investimento é menor do que nos títulos que pagam o rendimento apenas no vencimento. Como a cada pagamento uma parte do seu investimento volta para você, sua segurança é maior, mas os juros de cada cupom pago param de trabalhar a seu favor.

Lembrando que os títulos do Tesouro Direto têm o menor risco da renda fixa, porque quem garante o pagamento é o Tesouro Nacional.   

Tesouro Direto com juros semestrais vale a pena? 

Para Eduardo Perez, da NuInvest, investidores pessoa física, principalmente aqueles que investem pouco, devem passar longe desses títulos.     

“Em tese, a vantagem, no caso do prefixado, é ter uma renda recorrente de seis meses. Com essa taxa de cupom de 12% ao ano no prefixado com juros semestrais, se você tem R$ 400 mil, é possível ter uma renda média de R$ 21 mil, mas essa não é a realidade da maioria das pessoas. Além disso, nesse caso, não há uma preocupação em ganhar da inflação, o que é estranho como estratégia de investimento, já que boa parte dos investidores com muito capital prefere garantir uma rentabilidade acima da inflação”, explica.  

Segundo o especialista, no caso do IPCA com juros semestrais, dá para entender a estratégia de receber uma renda recorrente, porque esse valor ganha da inflação. “Ainda assim, você precisa colocar muito dinheiro para ter essa renda recorrente. Eu não vejo vantagem para o investidor pessoa física”, avalia. 

Perez ainda reforça que é preciso cuidado na hora de escolher os títulos públicos. Para ele, muita gente compra a opção com juros semestrais por engano. 

Segundo dados do Tesouro Nacional, o prefixado normal representa 10% do montante investido no Tesouro Direto. O prefixado com juros semestrais representa 1,5% do total. “Acredito que quase tudo desse 1,5% foi erro do investidor, que comprou sem querer”, diz Perez. 

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