Tem coisas que a gente sente antes de conseguir nomear.
A leveza de abrir um app e entender tudo sem precisar pensar. O peso certo de um cartão na mão. A cor que você reconhece antes mesmo de ler o nome. Essas sensações não acontecem por acidente: elas são construídas, escolha por escolha, detalhe por detalhe.
Design não é decoração. É a soma de tudo que faz uma marca parecer ela mesma. E quando essa soma já não dá conta de expressar tudo que uma empresa se tornou, é hora de revisitar — com cuidado, com intenção e com coragem de ir fundo.
Foi assim que chegamos ao Brand Refresh: uma renovação profunda da identidade visual do Nubank, que abrange a Masterbrand, Nubank Ultravioleta e todas as outras expressões derivativas do Nu. Não é uma repaginação. É um sistema construído para durar e para crescer.

1. O que estava em jogo
Uma marca que nasceu como cartão de crédito roxo no Brasil, hoje oferece múltiplos produtos a 135 milhões de clientes não só no Brasil, mas também no México e na Colômbia, e já se prepara para dar novos passos ao redor do mundo. Essa escala traz consigo uma complexidade inerente, e que precisa de um sistema visual à altura.
O desafio não foi apenas atualizar elementos estéticos. Foi construir uma arquitetura de marca capaz de acomodar expressões completamente distintas sob o mesmo guarda-chuva. O Nubank do dia a dia, pop, direto e acessível. O Nubank Ultravioleta, sofisticado e refinado. O Nu U18, o Nu Empresas. Cada um com sua personalidade. Todos inconfundivelmente Nu.
Para isso, contamos com um parceiro à altura da escala do projeto: a Koto, com seu estúdio baseado em Nova York. São eles por trás da transformação visual da Amazon, um projeto de 18 meses em 15 mercados e mais de 50 sub-marcas, e também da identidade visual dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Os times do Koto e do Nubank construíram juntos, em tempo real. O resultado é o que você vai ver a seguir.

2. O símbolo que ficou — e o que mudou nele
Nosso logo não foi substituído. Não poderia ser. Mas foi refinado com intenção cirúrgica.
O logo em container — o símbolo dentro do fundo roxo quadrado — passa a ser a versão preferencial em praticamente todos os contextos. A lógica é simples: onde quer que o Nubank apareça, o roxo aparece junto. Em um parceiro de co-branding, numa tela branca, num fundo de qualquer cor: o container garante que o roxo está sempre presente, sempre reconhecível. Não importa o contexto. O roxo é garantido.
Sem o container, o símbolo depende do ambiente para ter presença. Com ele, a marca traz o próprio ambiente consigo.

3. Um sistema de cores com propósito
O roxo continua sendo o coração do Nubank. Mas agora ele tem arquitetura.
A paleta evoluiu de uma cor dominante para um sistema estruturado, com hierarquia clara. O roxo mais saturado — vibrante, pop — ancora o Masterbrand. Ao redor dele, uma família de cores secundárias cria variações expressivas para diferentes contextos sem perder coerência. Em momentos, campanhas e ideias, podemos ser mais coloridos. Em outros momentos, voltamos ao nosso núcleo: roxo para construir recall.
Para o Ultravioleta, o trabalho foi diferente e mais delicado. A paleta não foi só atualizada, foi ampliada e lapidada, com o objetivo de criar um sistema que transmite refinamento sem frieza, estrutura sem rigidez. A base é uma tríade de cores com personalidade própria: o UV Purple, um roxo profundo e denso que ancora a identidade; o Brown que traz calor e terra; e o Sand, um areia suave que respira e abre o espaço. A esses três, somam-se o Purple 100, um lilás que adiciona leveza e o Tan, um bege dourado que aquece sem saturar.
O equilíbrio entre essas cores não é casual. Elas trabalham juntas para trazer mais calor humano. A paleta do Ultravioleta não quer parecer fria ou distante. Ela quer parecer sofisticada e acolhedora ao mesmo tempo, o que é, tecnicamente, muito mais difícil de alcançar. É a diferença entre premium como status e premium como experiência.

4. A NuSans: nossa primeira tipografia proprietária
Essa talvez seja a mudança mais estrutural e a menos óbvia para quem está de fora.
O Nubank agora tem sua própria família tipográfica: a NuSans. Desenvolvida em duas variantes — NuSans Display, para headlines e comunicações de impacto, e NuSans Text, para leitura de corpo e interfaces — ela foi construída a partir de um ponto específico: as curvas e o "laço" entre o n e o u do nosso próprio logo.
Além da personalidade visual, a NuSans foi desenvolvida com eficiência de implementação como parte do briefing. A NuSans Text tem métricas próximas às da tipografia anterior do app, o que permitiu uma transição segura, sem quebrar layouts ou gerar atrito na experiência dos clientes. Isso não é detalhe técnico — é respeito pela continuidade da experiência.
Ter uma fonte própria também funciona como uma assinatura digital. Quando você vê a NuSans, você sabe que está em um ambiente oficial do Nubank.

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5. O Ultravioleta ganhou um novo capítulo

Se o Masterbrand fala em energia, abertura e acessibilidade, o Ultravioleta fala em precisão, clareza e presença. São propostas distintas e o refresh tornou essa distinção mais evidente visualmente.
O Ultravioleta não é o Nubank premium. É uma identidade com raízes compartilhadas e expressão própria.
Na prática, isso se traduz em layouts mais editoriais, NuSans em peso mais leve, paleta exclusiva e, ainda assim, uma conexão inabalável com a masterbrand. A estrutura é o design. Não é espaço vazio, é respiro. Cada elemento existe por um motivo.
A persona do Ultravioleta é a de um guia estratégico: alguém que prepara o terreno, antecipa o que vem e cria clareza financeira para que o cliente possa focar na vida que construiu.
Design como compromisso
Marca não é o que você comunica. É o que as pessoas sentem quando pensam em você.
É a foto que alguém tira quando recebe o cartão roxo pela primeira vez e precisa compartilhar. É a indicação que uma pessoa faz para alguém que ama. É o momento em que a ideia de banco, que sempre pareceu complicado, passou a ser óbvio, simples.
O Brand Refresh existe para garantir que esse sentimento continue crescendo. Que ele seja consistente no Brasil, no México, na Colômbia, Estados Unidos ou em qualquer lugar do mundo. No app e no outdoor, no cartão físico e na notificação no celular. Que ele escale sem perder o que o faz ser Nu.
O roxo continua sendo nosso. O Nu continua sendo Nu. Só que agora, com um sistema mais flexível, abrangente, mais intencional e muito mais espaço para ir além.

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