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1. Diferença entre empréstimo e financiamento

2. O que é empréstimo consignado?

3. Posso ter um empréstimo negado?

4. Posso quitar um empréstimo antes?

5. Existe taxa máxima de juros?

6. Quanto o empréstimo pessoal vai custar?

7. Dicas de segurança

Empréstimo pessoal: leia antes de pedir um

Saiba o que você está levando

Escrito por

Redação Nubank

Um guia básico com as principais informações que você precisa ter antes de pedir um empréstimo pessoal.

Pedir um empréstimo pessoal pode ser um recurso usado na hora de resolver uma emergência ou na hora de realizar um sonho há muito tempo planejado.

Qualquer que seja o objetivo, o resultado final é um só: quem pega um empréstimo precisa se comprometer a pagar uma dívida em um prazo determinado. E essa dívida envolve juros – que se acumulam se você começar a atrasar os pagamentos.

Por isso, antes de fazer um empréstimo pessoal, é importante ter alguns cuidados, entender alguns conceitos e conhecer os seus direitos.

As informações abaixo são um guia que vale para qualquer tipo de empréstimo pessoal – seja ele online, oferecido por uma fintech, ou realizado com seu banco tradicional.

1. Diferença entre empréstimo e financiamento

A principal diferença entre empréstimo e financiamento é o que você pode fazer com o dinheiro – e o que precisa deixar como garantia em troca dele.

  • Um empréstimo é um contrato entre o cliente e uma instituição financeira: o cliente recebe uma quantia da instituição e precisa devolvê-la em um determinado prazo, com juros. O detalhe é que o cliente pode gastar o dinheiro do empréstimo como quiser e, na maioria das vezes, não precisa dar nenhum tipo de garantia em troca.
  • Já um financiamento é um tipo diferente de contrato entre cliente e instituição porque ele tem uma condição clara: o cliente precisa usar a quantia em algo específico e já combinado na hora de fechar o financiamento. Por exemplo: a aquisição de um imóvel. Geralmente, o financiamento possui algum tipo de garantia – como hipoteca ou alienação fiduciária*.

*Alienação fiduciária é quando a instituição que te deu o empréstimo fica com a propriedade do bem que está sendo financiado até que a dívida seja quitada. A posse fica com você (pode usar à vontade, mas quem é dono mesmo é o banco ou instituição que financiou o imóvel, carro, ou bem). Quando o financiamento é quitado, a propriedade vai para você.

2. O que é empréstimo consignado?

Empréstimo consignado é um tipo de empréstimo no qual o valor das parcelas é descontado direto na folha de pagamento ou do benefício pago pela previdência.  

Para as instituições que oferecem o empréstimo, como os bancos, essa modalidade é considerada de menor risco – pois as parcelas já são descontadas automaticamente todo mês sem que o cliente precise efetuar manualmente algum tipo de pagamento.

Atenção: o cliente precisa autorizar o empréstimo consignado – nenhum desconto em folha pode ser feito sem essa autorização. Além disso, só é possível pegar um empréstimo consignado se a instituição que vai te emprestar dinheiro tiver um convênio com a sua fonte pagadora (a sua empresa, ou com o INSS, por exemplo, no caso de pensionistas).

Atenção redobrada: leia com cuidado as condições do seu contrato de empréstimo consignado para entender como será feita a cobrança caso você perca o emprego, por exemplo. A instituição pode continuar debitando os pagamentos da sua conta se você já tiver autorizado essa opção.

3. Posso ter um empréstimo negado?

Sim. Segundo as normas do Banco Central, as instituições financeiras são livres para ter seus próprios critérios na hora de aprovar ou não empréstimos e financiamentos.

4. Posso quitar um empréstimo antes?

Sim. Todo cliente que pede um empréstimo tem direito de antecipar as parcelas e receber o desconto dos juros proporcionais à antecipação. Isso é garantido por normas do Conselho Monetário Nacional, mas as instituições financeiras precisam informar quais são as condições para a antecipação.

Veja o que o Banco Central diz sobre antecipação de parcelas aqui.

5. Existe taxa máxima de juros?

Não existe um limite máximo para o quanto as instituições podem cobrar de juros.

Nas chamadas operações de crédito com recursos livres, as taxas de juros são um acordo firmado entre os clientes (tomadores) e as instituições financeiras.

Pode haver algum limite para as taxas de juros em alguns tipos de operações com os chamados recursos direcionados – por exemplo, crédito rural, crédito imobiliário dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), algumas operações de microcrédito e com recursos do BNDES. Além disso, as taxas de juros de crédito consignado oferecido a pensionistas do INSS também podem ter alguns limites.

6. Quanto o empréstimo pessoal vai custar?

Para saber quanto você realmente vai pagar é preciso consultar o Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo – que inclui todos os encargos e despesas envolvidos.

Normalmente, quem analisa diversas opções de empréstimo compara apenas as taxas de juros cobradas pelas diferentes instituições – mas isso pode ser um erro.

Nem sempre a taxa de juros mais baixa é o melhor negócio, pois as instituições podem incluir uma série de custos extras e taxas no pacote do empréstimo.

Seguros, tributos, tarifas e custos de registro de contrato são alguns dos exemplos mais comuns de custos extras que podem ser cobrados na operação.

Por isso, consulte sempre o CET para ter certeza que está escolhendo a melhor opção.

Vale também ficar atento às cobranças opcionais, como seguros, que muitas vezes já vêm incluídas nas propostas de empréstimo.

7. Dicas de segurança

Existem algumas formas de checar se a instituição que está te oferecendo um empréstimo é segura:

  • É fundamental saber se a instituição financeira está autorizada a funcionar pelo Banco Central.
  • Tenha certeza que você está em contato com a instituição de verdade – alguns golpistas usam o nome de bancos, por exemplo, para enganar quem busca um empréstimo.
  • No caso dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, também é preciso checar se a instituição está conveniada com o INSS.
  • Nunca aceite que alguém te ajude a intermediar a operação com uma instituição – mesmo que essa pessoa prometa que vai acelerar seu processo.
  • Não forneça dados pessoais ou cópia de documentos para quem você não conhece;
  • Nunca faça nenhum depósito inicial como garantia na hora de obter empréstimos, principalmente se for em contas de pessoas físicas.
  • Mesmo que você decida fazer um empréstimo online, com uma empresa nova, pesquise se ela possui uma sede física, – ou seja, tenha um endereço de funcionamento (mesmo que o atendimento dela seja apenas online, verifique se ela tem um endereço físico de escritório).
  • Desconfie se a oferta for boa demais – com uma taxa muito abaixo do mercado, por exemplo.
  • Nunca assine um documento sem ler.
  • Alguns golpistas utilizam o nome de instituições financeiras conhecidas para enganar os clientes. Antes de fechar um empréstimo, tenha certeza de que você está realmente em contato com a própria instituição financeira.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

Comentários

  • Francisca Natália Lopes Dos Santos

    Amuuu meu nu 😍

    11 de fevereiro, 2019
  • Manoel

    Gostei muito 😉

    11 de fevereiro, 2019

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