Inflação sobe 0,54% em janeiro: como isso afeta o seu dinheiro?

Entenda por que a inflação continua subindo e como ela mexe com o seu bolso.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial da inflação do país, encerrou janeiro com uma alta de 0,54%, maior para o mês desde 2016.  Nos últimos 12 meses, os preços subiram 10,38%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Existem muitos motivos para que a inflação continue alta. Os produtos e serviços dos setores de alimentos e bebidas, artigos de residência e despesas pessoais foram os que mais influenciaram o aumento de janeiro.  Dos 9 setores analisados, 8 apresentaram alta.

O que está acontecendo com os preços?

Em janeiro, estes foram os 5 itens que ficaram mais caros –todos do grupo alimentação:  Cenoura: 27,64% Pepino: 26,23% Abobrinha: 22,83% Laranja: 14,90% Cebola: 12,43%

O que ficou  mais caro?

Uma inflação maior corrói o valor do dinheiro. Ou seja, o que você comprava ontem com R$ 100 já não consegue mais comprar hoje.  Além disso, a inflação afeta o custo de muitos produtos financeiros que você conhece bem, como seu cartão de crédito.

Como isso afeta o meu dinheiro?

É que em um cenário de inflação alta, o Banco Central precisa elevar a taxa de juros (Selic) para fazer os preços voltarem para os eixos. E uma Selic maior eleva as outras taxas, como a do seu cartão e empréstimos.

Como assim?

Tudo fica mais caro, das compras no mercado ao seu financiamento imobiliário, e o salário não rende.  Em janeiro, a cesta básica subiu em 16 das 17 capitais analisadas pelo Dieese, e comprometeu até 63% de um salário mínimo.

Resumindo…

Quem investe em renda fixa, cuja rentabilidade está amarrada à inflação, está ganhando mais.  Neste caso, quanto maior a inflação, maior é a rentabilidade desses ativos.

Alguém ganha com isso?

A inflação  vai baixar?

Apesar do aumento da taxa Selic, a inflação resiste.  As projeções dos economistas entrevistados pelo Banco Central é de que ela encerre 2022 em 5,44% – acima da meta de 3,5% para este ano.