Custo da cesta básica aumenta e eleva valor  do salário mínimo ideal

Custo da cesta básica aumenta e eleva valor  do salário mínimo ideal

O levantamento, feito pelo Dieese, analisou o custo dos alimentos básicos em 17 capitais e verificou que o salário mínimo ideal ultrapassa os seis mil reais. Confira

A cada novo levantamento do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, surge um número mais alto para comprovar algo que sentimos na prática: o valor da cesta básica continua subindo.

Todos os meses, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos apura os valores de itens básicos em 17 capitais do país.

Em junho, pelo menos nove delas tiveram aumento significativo no preço de itens básicos para a mesa dos brasileiros.

Segundo a pesquisa, essas são as 10 capitais com os maiores preços: - São Paulo - R$ 777,01 - Florianópolis - R$ 760,41 - Porto Alegre - R$ 754,19 - Rio de Janeiro - R$ 733,14 - Campo Grande - R$ 702,65 - Curitiba - R$ 701,26 - Brasília - R$ 698,36 - Vitória - R$ 692,84 - Goiânia - R$ 674,08 - Fortaleza - R$ 657,00

Onde a cesta básica custa mais?

Baseado no valor da cesta mais cara, a pesquisa também calcula qual deveria ser o salário mínimo ideal para dar conta das despesas mínimas de uma família de quatro pessoas. Em junho, esse valor foi de R$ 6.527,67, um saldo bem diferente dos R$ 1.212,00 que são pagos atualmente.

🥛 O leite integral e a manteiga registraram aumento de preços nas 17 cidades analisadas, entre maio e junho; 🍞 O preço do quilo do pão francês subiu em 15 das 17 cidades pesquisadas, enquanto que a farinha de trigo teve aumento em todas as capitais;

Quais são os alimentos mais caros da cesta?

🥣 O valor do quilo do feijão carioquinha subiu em todas as cidades; 🥔 Somente a batata apresentou queda de preço nas cidades analisadas.

A pesquisa também avalia o tempo médio que um trabalhador leva para conseguir os produtos da cesta básica. Em junho, ele foi de 121 horas e 26 minutos, maior do que o registrado em maio, de 120 horas e 52 minutos. Isso dá três semanas de trabalho, em regime de 40 horas semanais.