Veja 4 golpes que apareceram (ou cresceram) em 2020  e como se proteger deles

29 de dezembro de 2020

Não era amor… Era golpe

Em 2020, o número de golpes usando nomes de instituições financeiras cresceu 44%, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). 

Em um ano tão difícil, com pandemia e a crise financeira desencadeada por ela, as pessoas estão mais vulneráveis e outros temas, como auxílio emergencial, também viraram isca para golpes. 

Veja, a seguir, 4 golpes que marcaram 2020 – e entenda a lógica deles para aprender a se proteger.

1. Golpe do Auxílio Emergencial

Aplicativos falsos e links enviados por redes sociais prometendo o benefício do governo ganharam popularidade. 

Ao receber e clicar no link, o usuário era direcionado a uma página falsa onde, além de responder perguntas, deveria compartilhar o link com seus contatos. Após isso, precisava fornecer seus dados pessoais.

O golpe do falso auxílio se aproveita da urgência das pessoas para roubar suas informações. Para se proteger, busque sempre fontes confiáveis para se informar. Não compartilhe mensagens sem checar e
Nunca forneça seus dados pessoais sem ter certeza de que o site e app são seguros.

2. Golpes usando o Pix como isca

O Pix, novo meio de pagamentos do Banco Central, começou a funcionar em novembro. Ele é uma alternativa ao TED e DOC, por exemplo. Com o Pix, o dinheiro cai na hora, a qualquer dia da semana ou horário. 

Os mais recentes golpes usam o Pix como isca para roubar os dados dos usuários com falsas mensagens de instituições financeiras.

As mensagens costumam se passar por instituições pedindo que os usuários registrem suas chaves no Pix por meio de sites falsos. 

Assim, sem perceber, o usuário informa seus dados pessoais (CPF, número de telefone e e-mail) aos golpistas. Em alguns casos, os criminosos pedem até mesmo dados bancários e de autenticação, como senha.

Para se proteger, use sempre os canais oficiais das instituições financeiras (app e site) e desconfie sempre de links enviados por redes sociais ou apps de mensagens. 

3. Golpe do “Te Vi Pelado na Internet”

Eu tenho más notícias para te dar. Consegui acesso à câmera do seu computador e tenho imagens de você pelado.

Essa é a mensagem de um golpe que começou a ser aplicado em 2020 e chegou a atingir milhares de pessoas, especialmente nos Estados Unidos.

Os criminosos usam o medo e pressão para pedir transferências em dinheiro (ou bitcoins) em troca de não divulgarem as supostas imagens – que não existem. 

Se uma mensagem desse tipo chegar em você, é essencial manter a calma. Lembre-se: extorsão é crime independentemente de o criminoso ter ou não algo comprometedor seu. Registre um boletim de ocorrência, se possível em uma delegacia de crimes cibernéticos.

4. Golpe do motoboy

Neste golpe, os criminosos costumam se passar pela central de segurança do banco: ligam ou escrevem para confirmar uma compra suspeita feita no cartão de crédito.

A vítima diz que não reconhece o gasto e o fraudador afirma que, então, o cartão foi provavelmente clonado.

Em seguida, o golpista diz que o cartão foi bloqueado e que um entregador irá passar em breve para recolhê-lo.
Às vezes, solicita até a senha e orienta o “cliente” a cortar seu cartão no meio, como suposta prova de que ele não poderá ser usado.

O cartão cortado ao meio não é garantia de que ele não será usado: com os números, por exemplo, os golpistas podem fazer compras online – ou, se o chip estiver intacto, conseguem passar em uma maquininha (lembra que a pessoa às vezes é convencida a passar a senha pelo telefone?).

O primeiro (e mais essencial) passo nessa situação é manter a calma. A principal tática dos golpistas é criar um senso de urgência, dizendo que o cartão precisa ser recolhido o quanto antes.