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Quanto vale uma boa ideia?

Do escorredor de arroz à urna eletrônica, tudo começou com uma boa ideia. Saiba quanto custa patentear a sua invenção e conheça histórias de pessoas que registraram suas invenções e ainda ganharam dinheiro com isso.



Na ilustração aparece ao centro uma lâmpada roxa e, dentro dela, um sinal de cifrão

Você já teve alguma ideia que parecia genial e que poderia até ser a solução para problemas cotidianos? Talvez você não tenha feito nada sobre isso, não é?

Se todo mundo que teve uma grande ideia deixasse ela de lado, provavelmente você não estaria conversando com seus amigos por aplicativos de mensagens atualmente. Também não teria luz elétrica, nem usaria aquele “espaguete de espuma” para boiar na piscina ou no mar, e nem estaria fazendo uma série de outras coisas.

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Geralmente, quando se fala em invenção, a primeira imagem que vem à cabeça é a de um professor atrapalhado, com ideias malucas e resultados desastrosos, etc. Mas isso está longe de ser verdade.

Às vezes, ideias que aparentam ser simples dão tão certo que merecem aplausos. Elas são boas porque resolvem problemas e facilitam a vida de muita gente. E, claro, tem aquelas que não tem esse poder – e geralmente não vão pra frente.

Mas quanto custa patentear uma ideia? Depois disso, qual o melhor caminho a seguir? Abaixo, confira as respostas para essas e outras perguntas, e conheça histórias de pessoas que deram asas à imaginação, foram atrás dos seus estalos criativos e ganharam dinheiro com isso.

O caminho de uma boa ideia

Pense aí em alguma coisa que você considera útil e que, sem isso, sua vida ficaria mais difícil (ou mais sem graça). Bom, certamente você pensou em algo que já existe, certo? Do escorredor de arroz ao descascador de legumes, da televisão ao chuveiro elétrico, passando pelos tênis, óculos e as tão necessárias vacinas. Tudo isso só existe porque alguém teve a ideia, achou que ela faria sentido, escutou aquela voz interior e foi atrás de tirar esse pensamento do papel.

Mas o que faz algo ser considerado uma boa ideia? Para Carlos Mazzei, Presidente da Associação Nacional dos Inventores, entidade que há 35 anos assessora criadores de novos projetos e tecnologias no Brasil, uma boa ideia deve ter baixo custo de produção, ser inédita ou um aperfeiçoamento do que já existe.

Antes de mais nada, é preciso fazer uma pesquisa para saber se realmente isso que está na sua cabeça é mesmo inédito.

“O Google é uma ferramenta muito boa para pesquisas. Poucas pessoas sabem, mas o Google tem uma plataforma chamada Google Patents, que está disponível para qualquer pessoa usar, que está linkado no banco de patentes internacional. Pelo Google Patents você faz uma busca de patente nos Estados Unidos, tem mais de 5 milhões de documentos de patente. Colocando o nome da sua ideia lá, vai descobrir se no Brasil aquilo é inédito ou não”, diz.

“Minha ideia é boa, inédita, mas eu não sei o que fazer com ela”

Saber que ela é boa e inédita já é o primeiro passo do caminho, que pode ser longo e até um pouquinho caro, é verdade. Mas, se você acredita mesmo na sua invenção, e se ela der certo, o retorno vai valer a pena.

O segundo passo é registrar o projeto, ou seja, fazer uma patente. Carlos Mazzei, que também é idealizador do único museu de invenções da América Latina, a Inventolândia, em São Paulo, capital, é responsável pelo registro de mais de 20 mil patentes no Brasil.

O que é Patente?

Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade. Com esse documento oficial, emitido pelo Estado, o titular é o único que pode explorar o objeto patenteado por determinado período.

Existem dois tipos de patente:

A Patente de Invenção se refere à criação de um produto ou processo inédito. E a Patente de Modelo de Utilidade, é referente a um aperfeiçoamento feito no uso ou na fabricação de objetos, como utensílios e ferramentas, por exemplo.

“Na patente de modelo de utilidade você tem 15 anos para explorar a sua invenção, e a patente de invenção você tem 20 anos para explorar. Depois que você tiver a patente depositada no INPI, vai correr um processo e você vai receber a carta patente lá na frente. Os escritórios de patente cobram as taxas federais e os honorários. Nós, da Associação Nacional dos Inventores, viramos parceiro do inventor se a gente julga que a ideia é boa. Então o inventor paga uma parte do custo que a gente tem pra fazer todo o trabalho. Porque tem muitos inventores com ideias maravilhosas, mas não sabem como levar isso pro mercado”, conta.

Quanto custa uma boa ideia?

Hoje, no Brasil, para registrar uma patente você gasta mais ou menos entre 8 e 10 mil reais, dependendo do escritório que você contratar. Não é um custo baixo, mas se realmente o projeto for inédito e com potencial, vale a pena o investimento.

E  onde  estão esses inventores?

Se você nunca tinha parado para pensar sobre os países com mais invenções e registro de patentes no mundo, provavelmente deve estar curioso agora. 

De acordo com o ranking divulgado pela agência WIPO, das Nações Unidas, os Estados Unidos ocupam o 1º lugar, e passam de 3 milhões de patentes registradas. A Suíça está em décimo lugar, com aproximadamente 245 mil patentes registradas até o fim de 2020; Já o Brasil ocupa a 34ª posição no ranking dos países que mais patenteiam inovações no mundo.

Dados do INPI, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, apontam que 26,9 mil brasileiros pediram o registro de patentes no ano de 2021.

Países e suas invenções

A Suíça foi responsável por patentear algumas coisas que estão bem presentes no dia a dia dos brasileiros, como o papel alumínio, o papel celofane, o velcro e o zíper. A Itália registrou patentes do papel carbono e dos óculos.

Já a Alemanha, conhecida por sua variedade de cervejas, patenteou a aspirina para combater aquela dor de cabeça chata depois da bebedeira. Lá também foram inventados o automóvel e a pasta de dente.

Os Estados Unidos foram responsáveis por inventar a tão querida e amada (às vezes nem tão querida e nem tão amada assim), mas sempre muito útil: a Internet.

Em boca fechada não entra mosca

Quando se tem uma ideia, o melhor mesmo é ficar de boca fechada. Pelo menos até que registre certinho, você não corre o risco de alguém roubar sua invenção. 

“Quando você define que tem um projeto inovador, uma coisa realmente interessante, eu sempre oriento a não contar pra ninguém, não divulgar. Por que? Porque o princípio da patente é o da anterioridade. Quem registra primeiro é o dono do projeto. Então você não pode ficar divulgando, porque você corre o risco de alguém ir lá e registrar antes que você”, diz Carlos Mazzei.

O que fazer se a ideia só existe no mundo virtual?

É possível registrar projetos que não sejam só invenções de produtos que você pega na mão. Se você tem uma ideia para a internet, como um aplicativo, a ANI pode te ajudar com isso.

“Nós temos a solução para você registrar a ideia desse aplicativo. Não é feito no Brasil, mas, sim, nos Estados Unidos, que é o único lugar competente para esse tipo de registro [e que oferece] uma saída para você proteger a sua ideia e ninguém roubar.  Quem tiver uma ideia tanto de um produto quanto de um aplicativo, pode entrar em contato com a gente pelo nosso site: www.inventores.com.br“, informa.

A criatividade do brasileiro

O brasileiro é, sim, um povo muito criativo. E tem invenção nossa que segue rodando o mundo e fazendo o maior sucesso até hoje.

Sabe aquela bóia comprida, o espaguete de piscina? É um ótimo exemplo. Ele foi criado pelo brasileiro Adriano Luiz Carneiro Sabino, e só no verão de 1997 vendeu cerca de um milhão de unidades.

A ideia surgiu quando ele trabalhava no ramo da construção civil e usava aquele tipo de espuma como isolante térmico. Percebeu que o material flutuava muito bem e deu no que deu. Hoje eles são fabricados por uma indústria sueca, líder na produção desse tipo de espuma, mas foi Adriano quem patenteou a ideia.

Além dele, outras coisas nasceram e foram patenteadas por brasileiros.

O escorredor de arroz, item quase obrigatório em qualquer cozinha do país, foi inventado em 1959 pela dentista brasileira Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich. Se hoje você pode evitar um telefonema indesejado, agradeça a Nélio José Nicolai, morador de Brasília. Ele é o inventor do identificador de chamadas telefônicas, a famosa bina.

A cada dois anos uma invenção brasileiríssima garante a continuidade da democracia no país. A urna eletrônica foi desenvolvida pelo juiz eleitoral Carlos Prudêncio em parceria com seu irmão, Roberto Prudêncio, proprietário de uma empresa de informática. O primeiro modelo foi testado em 1988, em Santa Catarina, onde também aconteceu a primeira eleição computadorizada, no ano de 1995.

Graças ao cearense Eduardo Lamboglia, hoje existe a placa eletrônica de substituição dos jogadores, utilizada durante jogos de futebol. O produto foi patenteado em 1996. O empresário teve essa ideia depois de notar a dificuldade de se usar aquelas antigas plaquetas de madeira.

E, se em dias frios você toma um banho quentinho, saiba que o chuveiro elétrico foi desenvolvido no Brasil em meados da década de 1930, já que as redes de gás eram praticamente inexistentes nas grandes cidades.

Museu das Invenções

O Museu das Invenções é o único desse tipo na América Latina e idealizado por Carlos Mazzei. O Carlos trazia muita novidade das feiras de invenções, e colocava à venda em sua loja. Foi daí que surgiu o estalo de montar o museu. 

“Eu recebia muitas invenções, protótipos de inventores e guardava em caixas. E um dia eu abri uma porta lá, tinha 400 invenções, protótipo dos inventores. Aí eu pensei: preciso colocar isso em demonstração pública, não dá para ficar guardado em caixa. E aí surgiu a Inventolândia, sediado no bairro de Perdizes, em São Paulo. É um lugar curioso, que demonstra para o público a criatividade do inventor brasileiro e também para os empresários que queiram ver os protótipos em funcionamento”, diz.

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