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Início Investimentos O que é home broker?

O que é home broker?

Já era fim da década de 90 quando o home broker chegou para dar fim ao caos na Terra, ou melhor, ao caos que era a Bolsa de Valores. Entenda como essa plataforma digital de negociação revolucionou o mercado financeiro.



imagem mostra uma tela de notebook com o home broker em atividade

Para entender o que é home broker, é preciso entrar no túnel do tempo e voltar ao passado. Investir na Bolsa de Valores nem sempre foi uma tarefa descomplicada como agora.

Antes da chegada do home broker no fim da década de 1990, os memoráveis pregões viva-voz na Bolsa de Valores eram famosos pela gritaria dos operadores ao telefone e pela papelada que saia voando para todos os lados. 

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Quem estava de fora não entendia quase nada de como se davam as negociações por ali, mas quem viveu essa experiência lá de dentro sente até saudade. 

Em 2005, o pregão viva-voz acabou e deu origem ao pregão eletrônico.

Atualmente, milhões de negociações são feitas de forma totalmente on-line e silenciosa, graças ao home broker. Além de ter trazido mais modernidade, essa é uma ferramenta democrática e acessível, pois possibilitou que novos investidores pudessem começar a investir na B3, a Bolsa de Valores do Brasil.

A seguir, entenda o que é home broker e saiba como funciona essa importante plataforma de negociação.

O que é home broker?

O home broker é uma plataforma que permite que o investidor tenha acesso a produtos de renda variável negociados na B3, a Bolsa de Valores brasileira, como: ações, BDRs, fundos de índice (ETFs) e fundos imobiliários (FIIs), por exemplo. Em outras palavras, é o sistema de computador que conecta os investidores ao universo da Bolsa.

Por meio do home broker, também é possível fazer investimentos mais complexos, como investir em ativos do mercado futuro, como mini-índice e minidólar, contratos futuros de commodities (soja, café, milho, etanol etc.) e no mercado de opções.

Basicamente, você pode comprar e vender ativos de qualquer lugar do mundo, além de acompanhar o mercado em tempo real, ou seja, a cotação atual dos ativos e seus momentos de valorização e desvalorização. Para isso, você vai precisar de um computador, smartphone ou tablet. Também é essencial ter uma boa conexão com a internet. 

Com o home broker, a pessoa que investe tem autonomia e consegue acessar uma grande variedade de investimentos, e assim pode escolher aqueles que estejam mais de acordo com os seus objetivos e com o seu perfil de investidor. Isso também ajuda a ir além das ações e a diversificar a carteira.

Até há pouco tempo, era muito comum que cada corretora de valores desenvolvesse o seu próprio home broker. Com o passar dos anos, algumas empresas se especializaram na criação de ferramentas para o mercado financeiro e, então, a maioria das corretoras passou a contratar o home broker dessas fornecedoras, ou seja, terceirizaram o produto para o cliente ter acesso aos mais modernos recursos. 

Geralmente, as corretoras personalizam o home broker com design da marca e funcionalidades diferentes, e fazem adaptações de acordo com os pedidos e necessidades dos clientes. Portanto, você pode encontrar diferenças de uma plataforma para outra. 

Como o home broker funciona?

O home broker funciona como uma espécie de “feira digital” ou “leilão”, em que compradores e vendedores de ativos de renda variável, como ações e fundos imobiliários, por exemplo, negociam seus investimentos. Para vender ou comprar um ativo, eles precisam colocar no sistema ordens de venda e de compra.

Como o home broker é uma plataforma de negociação, os valores de compra e venda dos ativos disponíveis por lá dependem dos limites estabelecidos pelos outros investidores que negociam no mercado.

Os vendedores determinam os preços que querem vender os ativos, e os compradores, por outro lado, determinam os preços que estão dispostos a pagar por eles.  O próprio sistema se encarrega de juntar as ofertas de compra e venda que melhor combinam, assim como um “match” em um aplicativo de relacionamento.

Por isso, se o investidor colocar um preço muito acima do que está sendo negociado no mercado, não vai dar “match” com ninguém. Logo, a ordem de compra ou venda não será executada.

Na primeira vez, você pode até se assustar com tantas informações e dizer “isso não é para mim, nunca vou entender esses códigos”, mas não é difícil. Como tudo na vida, vai exigir um pouco de paciência, disciplina e estudo. Não se esqueça que educação financeira é fundamental para as pessoas tomarem melhores decisões na hora de investir.

Funcionalidades básicas de um home broker

Apesar das funcionalidades serem muito parecidas de um home broker para outro, cada empresa tem a sua personalização. Confira abaixo quais são as funções básicas que um home broker deve ter:

Tela capturada do home broker da NuInvest em 06/07/2022. 

Legenda

  • Ativo: código (ticker) correspondente à empresa. 
  • Último: preço do último negócio realizado.
  • Variação: oscilação do preço atual do ativo em relação ao seu preço de fechamento em porcentagem
  • Máxima/Mínima: valores máximo e mínimo que o ativo foi negociado no dia.
  • Abertura: preço do primeiro negócio do dia para o ativo, formado no leilão de pré-abertura do mercado.
  • Compra/Venda: melhor oferta de compra e venda.
  • Quantidade: número de ações negociadas.

1 – Carteira de ativos

Reúne as informações necessárias para acompanhar o desempenho dos seus ativos com dados como: preço, resultado diário da carteira, valor das posições em aberto etc.

Para investir na empresa que você deseja, é preciso encontrá-la no home broker. As ações das empresas são negociadas com um código, também chamado de ticker. Em geral, ele é composto por 4 letras e um número. Exemplo: PETR4 para ações da Petrobras. As letras representam o nome da ação (PETR) e os números representam o tipo de ação (4).

Os dois tipos mais comuns de ações são:

Ações preferenciais (PN): com final 4 

Exemplo: PETR4. As ações preferenciais oferecem preferência aos acionistas em pagamentos de dividendos e em caso de falência ou liquidação da empresa.

Ações ordinárias (ON): com final 3

Exemplo: PETR3. São ações que dão direito ao voto na assembleia para quem é acionista. Quanto maior a quantidade de ações você tiver, maior o peso do voto. 

2 – Livro de ofertas

Também chamado de “book de ofertas”, é uma ferramenta que permite ver os valores que os ativos estão sendo negociados simultaneamente. Todas as ofertas ficam registradas em uma lista que é atualizada em tempo real. 

Os campos de compra e venda no livro de ofertas significam que: 

  • A compra é o melhor preço ofertado por um comprador, ou seja, o preço mais alto aparece em primeiro lugar na listagem. 
  • E a venda é o melhor preço ofertado por um vendedor, ou seja, o preço mais baixo aparece em primeiro lugar na listagem. Quando os preços de compra e venda batem um com o outro, isto é, ficam iguais, o martelo é batido e o negócio é fechado. 

3 – Grade de cotações

Com a lista da grade de cotações, é possível acompanhar as principais informações durante o pregão. Ao selecionar um código de ativo, uma ação ou um fundo imobiliário, por exemplo, você consegue ver:

  • Último preço negociado; 
  • Data e a hora; 
  • Variação diária; 
  • Preços máximo e mínimo no dia; 
  • Preços de abertura do dia e fechamento do dia anterior; 
  • Melhores ofertas de compra e venda; 
  • Volume financeiro; 
  • Volume de negócios; 
  • Quantidade e outras informações.

4 – Boleta

Serve para enviar ordens de compra e venda de ativos que serão negociados na Bolsa de Valores. Na boleta, é possível determinar informações como: 

  • Tipo de ordem (compra e venda simples ou compra e venda stop); 
  • Ativo selecionado;
  • Quantidade desejada para negociação de ativos por lotes (lote padrão ou lote fracionário); 
  • Validade e preço; 
  • Preço ou ordem a mercado; e 
  • Estratégias OCO – em inglês, one order cancels the order. Em português, uma ordem cancela a outra.

Importante: o lote padrão é negociado em múltiplos de 100 (cem), ou seja, a negociação mínima é de 100 (cem) ações. Já o lote fracionário é negociado de 1 (um) a 99 (noventa e nove) ações. Para comprar ações no fracionário, você deve preencher o nome do ativo com a letra “F” no final. Exemplo: PETR4F.

A boleta rápida é uma funcionalidade encontrada dentro do home broker que oferece mais agilidade na hora de fazer as operações. Por isso, é muito utilizada por quem faz day trade – operações de compra e venda no mesmo dia.

5 – Lista de ordens

Reúne ferramentas importantes para você gerenciar as ordens que serão enviadas pelo seu home broker. 

Geralmente, é possível cancelar e editar uma ordem que ainda não foi executada ou, então, reenviar uma ordem já executada e acompanhar o total geral das ordens enviadas, assim como quantidades e valores dos ativos que estão sendo negociados.

Com essa ferramenta, você poderá acompanhar em tempo real as informações sobre: 

  • Ordens enviadas, como: ativo negociado, status (aberta, cancelada ou executada); 
  • Lado da operação (C para compra e V para venda);
  • Última atualização (horário da última atualização do status);
  • Preço; 
  • Quantidade; e 
  • Validade.

6 – Gráfico de ativos

Essa é a ferramenta mais importante para quem estuda o mercado financeiro por meio da análise técnica, ou análise gráfica, como também é chamada. Com ela, é possível acompanhar as variações de preço dos ativos.

Na análise técnica, não são analisados fundamentos como na análise fundamentalista, e sim os gráficos com as variações de preço dos ativos para tomar decisões rápidas de compra e venda.

Normalmente, este tipo de análise tem foco no curtíssimo prazo, ou seja, para um mesmo dia. Por isso, é um modelo mais utilizado pelos day traders e também considerado de alto risco.

O que é stop no home broker?

Stop é um mecanismo do home broker que te ajuda a gerenciar riscos. Em outras palavras, ele funciona como uma trava de perda e de ganho do investidor diante do sobe e desce da Bolsa, mantendo seus investimentos sob controle, sem que você precise ficar o dia todo de olho no home broker. Com o stop, é possível parar uma operação de compra ou venda quando você precisar.

Vale dizer que esses mecanismos são mais utilizados por traders profissionais, mas qualquer investidor pode usá-los para proteger seus investimentos e aumentar suas chances de sucesso. 

Existem dois tipos de ordens que são mais comuns: o stop loss, que te ajuda a limitar o prejuízo, e o stop gain que te ajuda a proteger o lucro. Para não se dar mal, é importante defini-los antes de entrar em uma operação, ou seja, estabelecer os preços que servirão de referência para que o stop seja disparado automaticamente. Entenda melhor com a explicação abaixo:

Stop Loss

Em tradução livre, stop loss significa “parar a perda”. Esse recurso é utilizado para minimizar os prejuízos, já que você consegue limitar as suas perdas com a desvalorização de um investimento.

Exemplo para simplificar: imagine que você investiu R$ 1 mil e não está disposto a perder mais do que R$ 200 . O que você faz? Limita a sua perda. Quando a desvalorização atinge o limite escolhido pelo investidor, ou seja, R$ 200 de prejuízo, os ativos são automaticamente vendidos. 

Stop Gain

Em tradução livre, stop gain significa “parar o ganho”. Esse recurso é utilizado para evitar que uma possível desvalorização prejudique os seus lucros, já que você consegue limitar os seus ganhos.

Exemplo para simplificar: imagine que você investiu R$ 1 mil e seu objetivo é ganhar R$ 200,00 com essa operação. O que você faz? Limita o seu ganho em R$ 200. Quando o seu lucro chegar nesse valor,  a venda é automática e a sua posição é encerrada. Isso vai garantir que quando a operação chegar ao seu objetivo, ela será encerrada e, caso o mercado mude de direção e comece a cair, você já terá encerrado  a sua operação com o lucro desejado.

O home broker é gratuito?

Sim. A maioria das instituições financeiras oferecem a ferramenta aos seus clientes gratuitamente.

Você só vai pagar se optar por contratar plataformas profissionais de negociação. Normalmente, essas plataformas pagas oferecem funcionalidades como simuladores e gráficos avançados, por exemplo, e são direcionadas para quem opera com bastante frequência na Bolsa.

Existem taxas e outros custos para fazer operações no home broker?

O home broker é 100% gratuito, mas as operações executadas dentro dele podem ter algumas taxas.

Para operações de compra e venda, existe uma taxa de corretagem que pode variar de acordo com a instituição financeira na qual você decidiu investir. A boa notícia é que em muitas corretoras a corretagem é zero, como na NuInvest.

Também existem os emolumentos – taxas de negociação e liquidação cobradas por pregão conforme o volume negociado pelo investidor na B3. Atualmente, essas taxas são de aproximadamente 0,030% do valor financeiro da operação. Vale ressaltar que é uma taxa cobrada pela B3 pelos seus serviços prestados.

Como acessar o home broker?

Primeiramente, é preciso ter conta em uma corretora de valores autorizada pelo Banco Central (BC), como a NuInvest, pois é ela que disponibiliza o home broker aos investidores.

Confira a lista completa de corretoras certificadas pela B3 

Vale lembrar que não é possível negociar diretamente com a Bolsa. É necessária a intermediação de uma instituição financeira para fazer essa ponte com a B3.

O acesso é feito principalmente via desktop, ou seja, pelo computador. Existe também a possibilidade de usar o home broker por aplicativo no celular, porém é menos comum e os recursos costumam ser mais limitados. 

Isso não quer dizer que será sempre assim, a tecnologia avança a passos largos e tem tudo para oferecer aplicativos cada vez mais completos e ágeis para o investidor.

De forma geral, ao realizar o seu primeiro acesso ao home broker, você vai precisar preencher antes o questionário de perfil do investidor, que é rápido e simples. 

É muito importante destacar que investir em renda variável envolve risco. A Bolsa de Valores oscila e, assim como há oportunidades de ganhar dinheiro com seus investimentos, também existe sempre a possibilidade de perder.

É seguro investir pelo home broker?

A resposta é sim. Além de seguro, ele proporciona autonomia ao investidor, que pode negociar do seu jeito, sem depender de ninguém. 

Todas as transações financeiras realizadas na plataforma são protegidas e, com isso, a integridade das informações e a segurança dos usuários é garantida.

Para trazer ainda mais segurança para quem investe, as operações no home broker também estão sujeitas às regulamentações do Banco Central (BC), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da B3.

O que levar em conta antes de escolher um home broker?

Para ter um bom desempenho nas negociações, é fundamental saber operar um home broker. Por isso, antes de escolher um home broker, fique de olho em alguns pontos importantes como:

Plataforma de investimentos

Na hora de escolher uma instituição financeira, procure uma que tenha credibilidade no mercado e muito conteúdo de educação financeira para te ajudar a operar. E, claro, que conte com canais de atendimento eficientes para as dúvidas que surgirem sobre a utilização da plataforma. Como o acesso ao home broker é totalmente on-line, quedas de conexão podem acontecer e atrapalhar a sua negociação, portanto um suporte rápido faz toda a diferença.

Personalização

Ninguém consegue se achar com um monte de informações pipocando na tela ao mesmo tempo. Portanto, um home broker com um design moderno e intuitivo, que ajude na hora de se organizar e de tomar a melhor decisão, é um requisito básico. As funcionalidades disponíveis devem facilitar a vida do investidor e não o confundirem. Favoritar suas opções de investimentos e personalizar o ambiente do seu jeito, de acordo com as suas preferências também são características que fazem toda a diferença no dia a dia. 

Estabilidade 

Além de intuitivo, personalizável e funcional, o home broker precisa oferecer estabilidade, um dos fatores mais importantes para se levar em conta. De nada vai adiantar ter conhecimento se a plataforma não funciona com a fluidez necessária e trava ou sai do ar na hora de colocar as ordens de compra ou venda de ativos, fazendo o investidor perder a possibilidade de fechar um bom negócio e ter até mesmo prejuízos por causa de falhas no sistema. 

Como era antes do home broker existir?

Até 1999, era necessário ligar ou mandar um fax (isso mesmo, um fax!) sempre que o investidor quisesse comprar uma ação. Todo o processo era intermediado por um operador licenciado pelo mercado financeiro, que emitia as ordens de compra e venda dos ativos quase que manualmente.

Ainda hoje, é possível entrar em contato com a mesa de operações de uma corretora de valores para realizar ordens de compra e venda, mas isso só vale a pena no caso de uma operação de investimento mais complexa. 

Para você ter uma ideia, enquanto no home broker a taxa de corretagem para as operações em renda variável é zero na maioria das corretoras, por exemplo, a mesma negociação via mesa de operações tem cobrança de corretagem sobre o volume negociado. Logo, operar no home broker é mais econômico.

Se você quiser saber mais sobre o funcionamento da Bolsa antes da chegada do home broker, procure imagens dessa época na internet ou visite o prédio histórico da B3, a Bolsa de Valores brasileira, no centro de São Paulo (rua XV de Novembro, 275 – andar térreo), para aprender um pouco mais sobre o funcionamento do mundo das finanças.

Lá é onde ficava o antigo pregão viva-voz e onde hoje acontecem importantes leilões e cerimônias de IPOs – eventos de lançamento de ações de empresas na B3. Em outras palavras, quando elas fazem sua estreia na Bolsa de Valores.

NuInvest lançou o primeiro home broker para o público em geral

Em 1999, uma época em que a internet ainda engatinhava no Brasil, a NuInvest, antiga Easynvest, foi a primeira corretora do Brasil a disponibilizar um home broker para o público em geral, um movimento de pioneirismo no mercado. Esse home broker se chamava Easynvest, nome que mais tarde passaria a ser também o nome da corretora de valores. 

Saiba como funciona o home broker da NuInvest

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