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Marcação a mercado: nova regra da B3 começa a valer para debêntures

Com a nova regra da Bolsa de Valores, as pessoas que aplicam em debêntures verão os efeitos da marcação a mercado no preço dos seus investimentos. Mudança se estenderá a outros ativos de renda fixa a partir de janeiro de 2023. Entenda.



imagem mostra uma mão segurando uma caneta em um fundo roxo representando a ação de escrever.

A partir do dia 1º de junho de 2022, quem entrar na área logada da NuInvest vai perceber uma mudança na divulgação dos preços de referência das debêntures

Isso significa que as pessoas que investem nesses ativos verão uma oscilação diária nos preços dos seus investimentos. Na área logada da plataforma da B3, a mudança já começou a valer desde o último dia 16/05. 

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O motivo para isso é a marcação a mercado, uma atualização diária tanto nos preços de títulos de renda fixa, como Tesouro Direto e debêntures, quanto em produtos de renda variável, incluindo fundos de investimento. Esse ajuste pode acontecer tanto para cima quanto para baixo.

Até o momento, os investidores conseguiam enxergar os efeitos da marcação a mercado apenas em investimentos de renda variável e nos títulos do Tesouro Direto. Agora, isso vai se estender para alguns ativos de renda fixa, começando pelas debêntures.

Segundo a B3, a Bolsa de Valores brasileira, essa mudança contribuirá para conscientizar, dar transparência e educar financeiramente os investidores sobre as oscilações nas taxas de juros e referência de preços para os ativos de renda fixa. 

A partir de janeiro de 2023, todas as corretoras de valores e distribuidoras terão que mostrar essa variação de preços em alguns ativos de renda fixa em suas plataformas. A princípio, isso valerá para:

  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio);  
  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários); e
  • Debêntures.

Quais os benefícios da mudança?

De acordo com a B3, ao deixar visíveis os valores dos investimentos atualizados e mais próximos ao que o mercado está praticando, a tomada de decisão do investidor ficará mais fácil. Com a nova regra, é possível ter mais clareza do funcionamento do processo de marcação a mercado.

Outra vantagem é ficar por dentro de um indicativo de taxas praticadas em títulos específicos pelo mercado e ter mais transparência na negociação, caso a opção seja vender um título antes do prazo estipulado, além de proporcionar um acompanhamento justo das oscilações de preços.

Com a marcação a mercado, o investimento sofre uma atualização diária em seu preço. Então, existe um risco de ganhar ou perder dinheiro, caso a pessoa opte por vender o título antes do vencimento.

Sendo assim, só caberá ao investidor decidir se o resgate em determinado momento pode ser interpretado como um bom negócio (quando há valorização do ativo) ou um mau negócio (quando há desvalorização do ativo). 

É importante lembrar que a marcação a mercado dos investimentos de renda fixa só vale para quem deseja fazer resgate antecipado, ou seja, quando o investidor tem a intenção de vender o título antes da data de vencimento. 

Veja como resgatar debêntures na NuInvest

Caso contrário, se a pretensão for de levar o título até o prazo definido para resgate, essa mudança não fará diferença e você receberá os lucros de maneira integral. 

Como será no portal e app da NuInvest?

Ao entrar na área “Acompanhar” do site ou aplicativo da NuInvest, será possível ver os valores atualizados das debêntures, inicialmente.

Por isso, não estranhe se o valor do seu investimento estiver menor ou se vir indicadores vermelhos. Os valores a serem recebidos na data de vencimento do título permanecem os mesmos. 

Lembrando que o investimento, se retirado antes, estará sujeito às condições de mercado no momento da solicitação do resgate.

Atenção: o preço da marcação a mercado não é o mesmo preço dado na recompra (valor ofertado pela corretora de valores, ou seja, o preço que ela está disposta a pagar pelo título). Portanto, os preços podem ser diferentes. 

Vale frisar que as taxas de referência são calculadas pela B3 e não pelas corretoras. A B3 utiliza as taxas das negociações interbancárias acima de R$ 1 milhão realizadas no mercado como referência para a marcação dos demais títulos. Saiba mais logo abaixo.

Como são calculados os preços das debêntures na marcação a mercado?

Os preços de referência das debêntures representam uma estimativa do valor de mercado, ou seja, quanto cada título está valendo naquele momento no mercado financeiro. A B3 calcula esse valor diariamente com base em uma metodologia própria.

Os preços de referência calculados pela B3 também podem ser acessados pelo dashboard de volumes de negociação e comparativos de preços.

Confira o Manual de Apreçamento da B3 para debêntures clicando aqui.

Por que a B3 mudou a regra?

O objetivo principal da B3 é dar transparência, educação financeira e conscientização aos investidores. 

Esse trabalho foi realizado para encontrar um valor de referência justo, considerando todos os fatores que impactam o preço do ativo, para que o investidor possa ter uma melhor visualização do valor final do seu investimento caso queira resgatá-lo antecipadamente.

Resgate antecipado nos investimentos é uma boa opção?

Serve também para dar um parâmetro de preços antes e depois da compra, ou seja, possibilitando o acompanhamento do desempenho do investimento. As debêntures podem pagar juros e/ou amortizações. Dessa maneira, podem ter elevadas variações de preços após esses eventos.

Como era antes da mudança?

Antes dessa mudança, quando alguém investia em uma debênture, por exemplo, ela era marcada pela chamada curva do papel. Em outras palavras, não existia uma atualização nos valores e a pessoa só descobria o valor real desse ativo se tentasse vendê-lo antes do vencimento.

Traduzindo: quando o preço é calculado apenas por um indicador econômico de referência, sem considerar outros fatores de mercado, a expressão utilizada é “marcar pela curva”. 

Mas, se todos os outros fatores que interferem diretamente no preço do investimento forem considerados, como as taxas de juros do mercado, o risco de crédito do emissor e a liquidez do papel, utiliza-se a expressão “marcar a mercado”.

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