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Cristina Junqueira no Roda Viva: “Empresas inovadoras querem que o futuro chegue logo”

Pix, maternidade, liderança, fim do rotativo e planos para o futuro: veja alguns dos principais temas debatidos pela cofundadora do Nubank durante a entrevista ao vivo.

No dia 19 de outubro de 2020, Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, participou do programa de entrevistas Roda Vida, na TV Cultura. 

Em quase duas horas de entrevista, foram abordados não apenas temas importantes do mercado financeiro, como Pix, taxas de juros e endividamento, como também recentes notícias envolvendo o Nubank, como a compra da empresa de investimentos Easynvest. 

Abaixo, veja alguns dos principais pontos abordados por Cristina Junqueira durante o Roda Viva. 

1.Sobre a “Nubankarização” do setor financeiro e o Pix

“O Nubank nasceu de um grande inconformismo. Uma revolta com a situação que a gente tinha que passar como consumidor. No Brasil, a gente pagava um dos maiores juros e tinha uma das piores experiências – e a gente sabia que não era obrigado a aceitar isso e estava determinado a mostrar que dava”, disse Cristina. 

Cristina Junqueira comentou ainda sobre o fato do Pix estar sendo chamado de “nubankarização do mercado”- o novo meio de pagamentos do Banco Central vai reduzir drasticamente cobrança de tarifas e permitir transferências em tempo real. Apesar de agora ter uma regulação que obriga todas as instituições de grande porte a oferecer o Pix, Cristina comenta que o Nubank ainda tem muito espaço para oferecer algo único. “Como sempre, nosso diferencial é a experiência do cliente como um todo”. 

“As empresas realmente inovadoras querem que o futuro chegue logo – e, no Nubank, temos quase 3 mil pessoas (funcionários) que querem muito isso”. 

2. Tarifas, juros e o fim do Crédito Rotativo

“O Nubank já economizou R$13 bilhões de em tarifas pros nossos clientes ao longo dos anos. Este é um dinheiro que virou comida, educação, saúde, que aqueceu a economia. E a gente não quer parar por aí”, disse Cristina. 

Em outubro, o Nubank anunciou que estava trabalhando para reinventar o modelo de cartão de crédito e já testava alternativas sem a cobrança dos juros rotativos – uma das tarifas mais caras do mercado. 

“O rotativo é uma maneira ineficiente de dar crédito. Ele muitas vezes não é uma decisão consciente do cliente – é a última opção. Como a pessoa toma crédito numa situação extrema, a probabilidade de inadimplência é altíssima”, disse Cristina. Com isso, cria-se um ciclo vicioso no qual a taxa de inadimplência alta leva a juros maiores, que por sua vez criam uma bola de neve que impede o consumidor de  fato conseguir pagar. 

“A gente precisa reinventar o cartão de crédito. No mercado, 20-30% das pessoas que usam cartão de crédito caem no rotativo. No Nubank, este número é menos de 3% dos nossos clientes”, disse Cristina.

Ainda assim, a empresa está trabalhando ativamente para oferecer opções de financiamento melhores e que permitam ao cliente de fato se planejar. 

Como o modelo de negócio do cartão Nubank não é baseado na cobrança de juros, mas sim no percentual ganho dos estabelecimentos nas transações, não existe um incentivo para os juros.

“A gente faz de tudo para o nosso cliente não entrar no rotativo”, diz Junqueira. 

3. Diversidade

“Não ia ter jeito da gente encontrar as soluções diferentes que a gente encontrou até hoje sem ter diferentes perspectivas representadas ali. Inovação e diversidade andam de mãos dadas”, disse Cristina Junqueira. “Quando o Nubank foi fundado, a premissa era diversidade. A gente foi muito intencional na cultura que a gente desenhou com a nossa equipe”.

Hoje, o Nubank possui 43% de mulheres e mais de 30% da equipe que se identifica como LGBTQIA+ – mas existe ainda muito para avançar na questão de diversidade racial. “Criamos um grupo especialmente focado no recrutamento de candidatos de minorias sub representadas. Mas sabemos que temos um caminho longo”, disse Cristina.  “Além disso, estamos focados em aumentar a base do número de candidatos, investindo em formação de pessoas para as nossas vagas”. 

Em outubro, por exemplo, o Nubank iniciou o Diversidados, um curso de formação em ciência de dados em parceria a {reprograma}, AfroPython e EducaTRANSforma. Cientistas de dados do Nubank compartilharão o conhecimento e experiência na área com pessoas que se identificam como grupo sub-representado na área.

Veja mais sobre algumas iniciativas do Nubank

4. Investimentos e Easynvest

Em setembro de 2020, o Nubank anunciou a sua terceira aquisição do ano – a compra da plataforma de investimentos Easynvest. Ao ser questionada sobre como enxerga o potencial do mercado, Cristina Junqueira explicou que existe hoje muito espaço para ampliar o acesso a produtos acessíveis e sem cobrança de tarifas abusivas. 

“Estamos animados para apimentar esse mercado de investimentos. (…) A gente sempre teve uma abordagem de usar a tecnologia e dar o controle para o cliente. A Easynvest também. Queremos criar algo tão simples que as pessoas consigam entender o que está acontecendo ali e tomar a decisão por elas mesmas”. 

5. Lucro do Nubank e futuro da empresa 

Uma das  perguntas mais recorrentes sobre o Nubank é a questão do lucro: como uma fintech, por que o Nu não apresenta lucratividade? Ao ser questionada na bancada do programa, Cristina Junqueira explicou como essa foi uma decisão calculada de negócio.

“A gente não depende de novas rodadas, a gente gera caixa suficiente para pagar as contas e decidimos reinvestir nesse crescimento. Somos a quinta maior instituição financeira no Brasil. Não faz sentido, o cliente bater na nossa porta e a gente falar: cliente, espera, porque a gente tem que dar lucro. Nossos investidores também concordam com essa estratégia”.

Veja mais sobre o balanço financeiro do Nubank aqui. 

Já sobre uma possível venda do Nubank no futuro, Cristina foi categórica: “Não tem a menor possibilidade. Toda empresa só tem dois caminhos: ou ela abre capital, ou ela é vendida. O Nubank é nosso projeto de vida – meu, do David (Vélez, fundador e CEO) e do Ed (Edward Wible, cofundador e CTO). Em algum momento, o IPO vem. O caminho não é vender, de jeito nenhum”. 

“Nosso plano é de longuíssimo prazo. Dezenas de milhões de consumidores podem contar com a gente, sentir que têm controle, dignidade na maneira como estão guardando dinheiro. Nosso jogo vai longe. E quem manda no nosso jogo são os clientes.”

6.Liderança feminina e maternidade 

Cristina Junqueira é uma das lideranças femininas de maior destaque no país. Este ano, ao ser capa da Forbes Brasil, foi a primeira mulher a estampar a publicação de uma revista de negócios brasileira estando visivelmente grávida. 

Durante o Roda Viva, o tema maternidade, mulheres e carreira veio à tona em diversos momentos. 

“Li que correr maratona era o novo MBA porque ajuda a desenvolver foco, disciplina e priorização. Na maternidade também. Mãe precisa priorizar, ter foco e ainda depende de fatores externos a você. Mas nunca vi artigo falando que ser mãe é o novo MBA,” disse Cristina. 

Na conversa, Cristina enfatizou problemas estruturais que muitas vezes rotulam jovens a determinados papéis – e que existe uma responsabilidade em mostrar a presença de mulheres em cargos de liderança:

“Você não consegue sonhar com algo que você nunca viu. O que a gente precisa é dar para essas meninas referências de que dá, de que é possível estar lá [em cargos de liderança],” diz Cristina.

7.Responsabilidade ambiental

Este ano o Nubank anunciou um marco importante: conseguimos zerar todas as nossas emissões de dióxido de carbono.Todo o CO2 que emitimos a partir das nossas atividades foi compensado pelo incentivo a projetos que reduzem a emissão desse gás. O trabalho para compensar o carbono faz parte do nosso compromisso de ter uma operação com as melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) – uma preocupação que existe desde a fundação do Nubank. 

“Quando a gente fez a primeira versão do cartão, a gente já falava que queria algo simples porque não queríamos gerar lixo. Nunca mandamos fatura, nem contrato em papel para cliente. É uma questão de tempo as empresas acordarem para isso”, disse Cristina Junqueira. 

Veja mais sobre como compensamos nossa emissão de CO2

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