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Imposto de Renda: 9 erros que te levam para a malha fina

De erros de digitação à problemas com valores, fique atento a alguns detalhes fáceis de resolver mas que costumam levar muita gente para a malha fina. Veja como evitar problemas com o Leão.



Declarar o Imposto de Renda exige atenção: são muitas informações, valores e documentos necessários que precisam ser preenchidos na declaração e informados à Receita. Mas entregar sua declaração com erros não é nada legal. Isso pode te colocar na “malha fina” da Receita, situação em que, por ter erros ou inconsistências, sua declaração fica retida e você, sem receber a restituição. 

Esses erros podem ser de vários tipos: desde errar na digitação de algum valor ou, mais grave, omitir rendimentos e informações importantes da Receita. Abaixo, você confere os mais comuns.

Erros de digitação

Sua declaração certamente entrará na malha fina se você informar valores errados à Receita. Seja acrescentando um zero a mais ou digitando um a menos, e até invertendo a ordem dos números digitados, esse é um erro facilmente cometido e que pode comprometer sua declaração.

Outro erro comum que os contribuintes cometem é usar ponto (.) para separar reais de centavos. O programa gerador da declaração considera somente a vírgula (,) como separador de centavos.

Ou seja: se você quiser inserir o valor de R$ 200 e digitar 200.00, o programa entenderá como 20 mil, número cem vezes maior que o verdadeiro.

Um só número que você digitar errado, ou um zero a mais ou a menos, pode ser suficiente para te levar a erros e à malha fina. Em outras palavras, se você precisa declarar uma despesa médica no valor de R$ 2.000 e, acidentalmente, digita R$ 20.000, a Receita Federal vai cruzar os dados. Ou seja, essa inconsistência pode te levar à malha fina. 

Por isso a dica é: revise tudo, várias vezes para, se necessário, atualizar o valor. Depois disso, quando se sentir seguro em relação às informações, envie a declaração para a Receita.

Confundir Imposto de Renda retido na fonte com seu imposto total

Quando você olha a nota de corretagem e vê o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), saiba que ainda existem outros valores para serem acertados com o leão.

No caso de investimentos isso também vale, já que as operações na Bolsa de Valores não têm o IR devido totalmente retido pela corretora. Por outro lado, você é o responsável por declarar o valor restante. 

Na prática, esse valor serve apenas para indicar à Receita Federal quanto você obteve de lucro e movimentações financeiras.

É o chamado “dedo duro”. Em outras palavras, com essas informações a Receita consegue identificar quanto você deve pagar de IR em ações.

Declarar um dependente duas vezes

Pessoas podem ser consideradas dependentes em somente uma declaração do Imposto de Renda. Um filho de pais separados, por exemplo, pode ser declarado dependente por somente um deles. Isso vale para todas as pessoas que forem declaradas como dependentes – pais, avós, irmãos, enteados etc.

Erros ao informar rendimentos no Imposto de Renda

Para evitar este tipo de dor de cabeça, reúna com antecedência documentos, bem como informações importantes sobre seus investimentos e todos os demais documentos para evitar erros na hora de declarar o seu Imposto de Renda, incluindo os investimentos.

Aqui entram, por exemplo:

  • Notas de corretagem;
  • Informe de rendimentos do IR;
  • Planilha de controle;
  • Recibos etc.

Da mesma forma, antes de começar a declaração anual, tenha à mão tudo o que você vai precisar. Isso inclui documentos pessoais seus e dos dependentes, bem como comprovantes de residência e de rendimentos.

Esconder rendimentos da Receita, sejam eles tributáveis, não tributáveis ou tributados na fonte, coloca as pessoas na malha fina. Isso vale tanto para rendimentos seus quanto de seus dependentes – por exemplo, se seu filho for seu dependente, um erro seria omitir o quanto ele ganhou no emprego ou estágio ao longo do ano.

Não acompanhar sua declaração de IR

Após a declaração ser concluída, a Receita Federal leva em média 48 horas para cruzar os dados do contribuinte com as instituições financeiras. Ela ainda dá um prazo para o contribuinte se regularizar caso sejam encontradas inconsistências.

Para você não cometer erros, acompanhe a sua declaração após o envio, para ver se foi processada sem pendências. Mas, se encontrar algum erro, corrija o mais rápido possível para evitar cair na malha fina.

Outra dica é colocar seu e-mail de forma correta na declaração. É por meio dele que a Receita Federal se comunica com o contribuinte, inclusive para informar que você caiu na malha fina.

Aposentadoria privada: confundir VGBL com PGBL

Os contribuintes que têm aposentadoria privada podem ter planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ou PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). E, como cada um deve ser declarado de uma forma específica, cometer um erro fica mais “fácil”.

Em relação ao PGBL, um erro comum é informar somente o saldo da previdência na declaração. Na verdade, devem ser informadas as contribuições feitas – quando não houver contribuição, não há necessidade de declarar.

O VGBL, por sua vez, deve ser declarado como uma aplicação financeira e deve constar o saldo da aplicação até o dia 31 de dezembro de 2021.

Informar despesas médicas sem recibos ou comprovantes

As despesas médicas – ou qualquer outra relacionada à saúde – informadas na declaração podem ser deduzidas integralmente do cálculo do Imposto de Renda, por isso a necessidade de ter um comprovante de que ela foi realizada. Esse é um dos pontos em que a Receita mais tende a ser rigorosa.

Veja mais sobre o que é possível deduzir do IR.

Erros na hora de informar o valor de bens no IR

Carros, imóveis e outros bens que você e seus dependentes possuírem devem ser declarados com o valor de aquisição – ou seja, o quanto você pagou por eles – e não com o valor de mercado.

Esse erro pode aumentar ou diminuir o seu patrimônio em relação ao quanto ele realmente está avaliado, levando você a cair na malha fina.

Declarar décimo terceiro salário junto dos demais rendimentos

O décimo terceiro salário não deve ser somado aos demais rendimentos tributáveis, como os salários de outros meses. Isso porque ele é de tributação exclusiva na fonte e não dá direito à restituição. A tributação sobre os salários dos outros meses ainda pode ser restituída, em caso de tributação excessiva.

Não informar seus lucros com ações 

O primeiro erro que você pode evitar na hora de declarar investimentos no Imposto de Renda é não informar lucro com ações.

Quem investe na Bolsa de Valores, precisa informar as operações e retenções, ou seja, antecipação do imposto, no anexo “renda variável” da declaração anual. 

Para quem não sabe, os lucros com vendas de ações de até R$ 20 mil em um único mês são isentos de Imposto de Renda para pessoa física. Mas, acima desse valor, você deve pagar 15% sobre os ganhos.

A isenção também não vale para quem faz day trade, que são aquelas operações de compra e venda de ações no mesmo dia.

Por fim, não custa lembrar que investidores que não informarem o lucro em Bolsa estarão sujeitos a multa e juros.

Declare o custo de aquisição da ação

Lembre-se que ao comprar uma ação, você precisa informar o custo de aquisição da ação e não o quanto ela valia no último dia do ano.

Por exemplo, se você comprou uma ação em julho por R$ 15, esse é o valor que precisa ser declarado. Mesmo que em dezembro a ação tenha chegado a R$ 37, mantenha o valor pelo qual você adquiriu o papel.

Não recolher o IR mensalmente e pagar o Darf dentro do prazo

Quando você investe em ações, precisa apurar os resultados mensais das suas aplicações e calcular o imposto devido. Essa situação é válida para ganhos na venda de ações, se o valor da venda for superior a R$ 20 mil.

Para esclarecer, isso acontece porque as corretoras retém na fonte apenas uma pequena parcela desse imposto. Então, cabe a você calcular o resultado do mês e recolher o imposto que falta.

Assim, para fazer o pagamento, você precisa gerar o Darf pelo Sicalc Web, no site da Receita Federal.

O Darf é o Documento de Arrecadação da Receita Federal. Ele é usado para pagar taxas, tributos e outros impostos. Além disso, no caso dos investimentos, ele funciona para recolher o imposto do lucro com ações e fundos imobiliários.

Só que esse pagamento do imposto tem que ser feito até o fim do mês seguinte ao seu investimento. Por exemplo, se você registrar ganhos com suas ações no mês de março, precisa pagar o imposto até o último dia útil do mês de abril.

Portanto, não considerar o recolhimento mensal do IR, caso haja ganho, é um erro e pode fazer você perder dinheiro.

Em outras palavras, se você não quitar o Darf até o fim do prazo, terá que pagar multa e juros. Então fique ligado e acompanhe os seus lucros para recolher o imposto corretamente.

Não declarar os investimentos isentos

Todos os seus investimentos devem ser declarados no Imposto de Renda, mesmo que eles sejam isentos de tributos. Os contribuintes devem informar até mesmo aqueles valores de investimentos não tributáveis.

Portanto, se você aplicou em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e até mesmo na poupança, por exemplo, esses investimentos devem constar em sua declaração anual.

Não ter um bom controle financeiro

Uma das formas de evitar cair na malha fina é manter uma visão das suas movimentações financeiras. Ou seja, tenha um bom planejamento financeiro

Isso com certeza vai te ajudar a hora de preencher a declaração, pois você não precisará puxar as informações da memória. Por fim, colocando esses dados em uma planilha mensal, por exemplo, você vai saber o quanto gastou, onde gastou, quais foram os investimentos, as despesas do cartão de crédito e muito mais.

Errei. E agora? Malha fina?

Quando isso acontece, você fica sem receber a restituição até que envie uma retificação à Receita esclarecendo os erros na declaração. É o que muita gente chama de “cair na malha fina”.

Para saber onde errou, basta acessar, em seu extrato de declaração, a seção “Pendências de malha” – ela aponta por quais motivos sua declaração foi retida.

Quando já souber o que você deve corrigir em sua declaração, basta entregar à Receita a retificação da sua declaração – isto é, a declaração com os erros corrigidos.

Quem não enviar uma retificação fica sujeito à convocação do Fisco para apresentar documentos que comprovem que sua declaração está correta. Mas cuidado: a Receita ainda pode entender que você está errado e, neste caso, cobrar o imposto devido somado a uma multa de 75% do valor total e juros.

Por isso é importante conferir, mais de uma vez, se sua declaração está corretamente preenchida.

Ainda tem dúvidas sobre o Imposto de Renda? Nós esclarecemos aqui.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ele é apenas um guia com alguns dos termos e dúvidas mais comuns. Dependendo de cada caso, pode haver exceções. Em caso de dúvida, procure auxílio especializado. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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