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Black Friday 2020: o que lojistas devem considerar neste ano?

Com uma pandemia em andamento, a confiança do consumidor está em baixa, as compras presenciais estão diferentes e as compras online dispararam. Entenda como isso impacta a Black Friday.

Filas quilométricas, pessoas esperando lojas abrirem, clientes enchendo carrinhos, caixas lotados o dia todo… Imagens como essas, comuns na Black Friday, seduzem muitos lojistas – que sonham com uma fatia dessas vendas e um salto no faturamento. Mas, em 2020, a realidade deve ser diferente – e é preciso levar isso em consideração antes de entrar na onda dos grandes descontos. 

A pandemia do novo coronavírus impactou as finanças de milhões de brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) mostrou que a renda do trabalhador caiu, em média, 20,1% entre abril e junho – passando de R$ 1.118 para R$ 893.

O desemprego também aumentou. No trimestre encerrado em agosto, o número de pessoas desempregadas no país cresceu 1,1 milhão e chegou a 13,8 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o desemprego no Brasil saltou para a taxa recorde de 14,4% – a maior já registrada desde o início da série histórica, em 2012. 

Além disso, o isolamento social adotado para conter a propagação do novo coronavírus também mudou a forma das pessoas consumirem. Segundo a 42ª edição do relatório Webshoppers, o faturamento do comércio eletrônico no primeiro semestre de 2020 cresceu 47% em relação ao mesmo período de 2019 – chegando em R$ 38,8 bilhões, a maior alta em 20 anos. 

Com uma pandemia em andamento, renda caindo, desemprego aumentando e vendas online disparando, 2020 está longe de ser um ano normal. Por isso, se você tem um comércio e está pensando em participar da Black Friday – que acontece no dia 27 de novembro –, é preciso considerar alguns fatores. 

A confiança do consumidor está baixa

Apesar da retomada gradual da economia, os consumidores ainda não estão confiantes. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas caiu 1 ponto em outubro deste ano, interrompendo a tendência de recuperação iniciada em maio. 

Para se ter uma ideia, o ICC de outubro está 6,6 pontos abaixo em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo o relatório, ainda há bastante incerteza dos consumidores sobre a pandemia e o ritmo da retomada econômica – gerando uma postura mais cautelosa enquanto não existir uma solução para esta crise.

Por isso, esteja preparado para clientes mais criteriosos e preocupados com suas finanças durante a Black Friday.

As compras presenciais estão diferentes

Mesmo com a reabertura de estabelecimentos físicos, empreendedores e clientes tiveram que se acostumar com uma nova realidade: uso obrigatório de máscara, medição de temperatura, distanciamento entre clientes, lojas com menos pessoas dentro, álcool em gel para todo lado…

Na Black Friday, isso não deve ser diferente. A pandemia continua e os consumidores estão preocupados com sua segurança, por isso lojistas precisam estar preparados para oferecer todos os cuidados necessários e evitar aglomerações.

Isso significa nada de lojas lotadas, filas aglomeradas nem clientes disputando o mesmo produto. 

As compras online dispararam

O isolamento social provocado pela pandemia impulsionou o comércio eletrônico no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, a fatia do e-commerce no varejo total do estado saltou de 2,9% para 3,7% entre janeiro e junho deste ano, segundo um estudo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).

Essa foi a taxa de crescimento registrada entre 2013 e 2019 – ou seja, a participação do comércio online no varejo paulista cresceu em seis meses o equivalente ao que cresceu nos seis anos anteriores.

E a expectativa é que as compras virtuais continuem crescendo durante a Black Friday. Uma pesquisa realizada pelo Google mostrou que 40% das pessoas pretendem comprar exclusivamente no digital nesta data. 

Além disso, a consultoria Ebit Nielsen projeta uma alta de 27% nas vendas online na comparação com o ano anterior. Os cálculos consideram as vendas realizadas entre a quinta anterior à Black Friday e a sexta-feira. 

Quem já tem um negócio virtual poderá aproveitar este momento para impulsionar as vendas. Quem não está, por outro lado, precisa avaliar se dá tempo de estruturar tudo até lá – caso contrário, a experiência dos clientes pode ser ruim e prejudicar a imagem do seu negócio. 

Lembrando que começar a vender pela internet exige preparo e planejamento. Confira um guia para quem está começando.

É preciso planejamento para não sair no prejuízo

A Black Friday é conhecida pelos grandes descontos – e é isso o que os clientes esperam encontrar nesta data. Mas, antes de colocar tudo com 80% de desconto para atrair consumidores, é importante calcular até onde você pode ir para não ter prejuízo. 

Segundo a Fecomercio-SP, o lojista pode negociar preços mais baixos com fornecedores para não sair perdendo. Outra opção é colocar grandes descontos nos produtos que estão parados no estoque ou com baixo giro – a principal estratégia para lucrar na data, segundo a entidade.

Desse modo, dá para usar a Black Friday para faturar com itens que estavam gerando prejuízo no estoque e, com o dinheiro, comprar novidades para as vendas de fim de ano.

Menos emoção, mais planejamento

A Black Friday é uma data com muito potencial para os lojistas? Sim. Como mencionado acima, essa pode ser uma boa época para vender o que estava parado e fazer o dinheiro girar. Mas, como sempre, é preciso planejamento.

Antes de qualquer ação, é importante calcular custos, conferir o estoque e negociar com fornecedores. Só assim você saberá quanto desconto pode dar sem comprometer as margens de lucro nem seu negócio.

Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas – físicas e jurídicas. Com a conta PJ, queremos ajudar donos de pequenos negócios, empreendedores e autônomos a focarem no que realmente importa. Saiba mais.

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