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Início Empreender Financeiro Como o aumento da taxa S...

Como o aumento da taxa Selic impacta o seu negócio?

A Selic é a base para os juros de crédito bancário e influencia diretamente o dia a dia dos brasileiros. Entenda as consequências que os empreendedores sofrem com o aumento da taxa.



Se você acompanhou o noticiário nos últimos dias, talvez tenha ouvido falar da alta da taxa Selic. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu elevar a Selic de 4,25% para 5,25% no dia 4 de agosto, o maior aumento na taxa desde 2003: um ponto percentual inteiro em relação à meta anterior.

Mas o que o aumento da taxa Selic tem a ver com o seu negócio? 

A taxa Selic impacta várias outras taxas de juros do mercado – entre elas, os juros que os bancos cobram ao oferecerem crédito aos empreendedores. Em resumo, se a Selic aumenta, as modalidades de crédito também tendem a ficar mais caras e o consumo diminui.

Entenda, abaixo, porque os empreendedores precisam ficar atentos a esses aumentos e como minimizar o impacto no caixa do seu negócio.

O que é e como funciona a taxa Selic?

Selic é, na verdade, uma sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia – um programa virtual em que os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras. A taxa Selic é a aplicada nessas operações de compra e venda.

E quem decide o valor da taxa Selic?

É o Copom, órgão do Banco Central que se reúne a cada 45 dias para definir se a taxa aumenta, diminui ou se mantém estável a partir de inúmeros indicadores financeiros do país.

A Selic é um dos instrumentos que o Banco Central usa para controlar a inflação e mantê-la o mais próximo possível da meta. De forma simplificada, ao aumentar a taxa Selic, a intenção é diminuir a inflação. Ao baixar a Selic, a ideia é estimular o consumo e aquecer a economia, elevando a inflação

Saiba tudo sobre a taxa Selic aqui.

Por que a Selic aumentou para 5,25%?

Após várias quedas em 2019 e um período de estabilidade em 2020, a taxa voltou a subir progressivamente. Desde o início de 2021, ela já subiu 3,25 pontos percentuais.

Fonte: Banco Central do Brasil

A inflação alta é a principal justificativa para esses aumentos. Com a pressão da inflação na economia, o Banco Central aumenta a Selic e, por consequência, os juros do mercado como um todo – o que faz o consumo cair. 

Esses juros do mercado afetam, por exemplo, empréstimos, parcelamentos e financiamentos. É sobre esses juros e a diminuição do consumo que empreendedores precisam estar alertas.

O que muda para o empreendedor com o aumento da Selic?

Se a taxa Selic cresce, todas as modalidades de crédito ficam mais caras, inclusive o cheque especial e o crédito rotativo do cartão.

Ou seja, se você é empreendedor e precisa de empréstimo neste momento, é preciso ter consciência de que vai custar mais caro.

Outro ponto importante é que o aumento ou redução da Selic influencia diretamente na oferta e demanda de produtos e serviços, puxando os preços para baixo ou para cima. 

Com o aumento da Selic, menos dinheiro circula e isso diminui o consumo. De uma forma geral, o cenário pode significar que as suas vendas também tendem a diminuir a médio e longo prazo. Com menos demanda, os preços baixam, a inflação cai e o ciclo se refaz.

Vale observar que na economia tudo é uma média. O aumento da Selic não significa que o seu negócio em específico vai faturar menos, mas que, na média, os negócios brasileiros tendem a vender menos.

O Pronampe é impactado pela alta da Selic?

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foi criado em 2020 para ajudar os pequenos negócios impactados pela pandemia. O programa oferece uma linha de crédito especial com pagamento em até 36 meses. 

A taxa de juros anual máxima aplicada sobre o valor total do crédito no Pronampe é a da Selic. Ou seja, as parcelas dessa linha de crédito também ficarão mais caras a partir de agora.

Mesmo que o contrato seja anterior ao aumento, o saldo devedor é corrigido de acordo com a taxa Selic vigente mais 6% ao ano. Isso significa que contratos antigos ou novos serão afetados.

Não vale a pena adquirir crédito agora?

Tomar um empréstimo é sempre uma questão de analisar as vantagens e desvantagens. Se o seu negócio precisa de crédito neste momento, não é a alta da Selic que vai mudar isso – até porque ela ainda deve crescer mais alguns pontos percentuais nos próximos meses.

Antes de tomar essa decisão, avalie a sua necessidade, o seu planejamento de crescimento, e o contexto particular da sua empresa. Esperar não é uma possibilidade para todos.

É importante observar também que, mesmo com o aumento da Selic, o Pronampe ainda é uma das opções de crédito mais baratas do mercado para os pequenos negócios. 

“Eu já estou pagando por um crédito. Como amenizar o aumento dos custos”?

Agora é hora de rever a sua gestão financeira.  Se você está pagando por um empréstimo, coloque o custo das parcelas por todo o período contratado no seu planejamento. 

Além disso, avalie o seu fluxo de caixa e o preço dos insumos. Com a visão completa sobre a sua dívida e o seu caixa, considere as seguintes opções:

  • Antecipar as parcelas: se houver alguma folga no seu caixa, pode valer a pena antecipar o pagamento do empréstimo e diminuir os custos do crédito.
  • Repassar os custos para o cliente: os preços estão aumentando, e isso vale para o seu crédito e também para os insumos. É normal que em momentos como esse os produtos também subam. Você pode minimizar os danos ao negócio repassando esse custo (ou parte dele) para o seu cliente.

Mas lembre-se: sempre considere a sua realidade. Há negócios e negócios, e o que funciona para uns não necessariamente vale para  o seu empreendimento. 

Além disso, é fundamental que qualquer empresa, independentemente do tamanho, tenha capital de giro e fluxo de caixa. No fim, de nada adianta pagar todo o empréstimo, mas faltar dinheiro para a produção. 

A base de uma boa gestão de negócios é o equilíbrio. Não se esqueça dessa dica valiosa.

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Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas – físicas e jurídicas. Com a conta PJ, queremos ajudar donos de pequenos negócios, empreendedores e autônomos a focarem no que realmente importa. Saiba mais.

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