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#AsteriscoNão: como abolir a meia-verdade das propagandas

Compartilhamos um guia de como tirar o asterisco do centro da comunicação.



O asterisco é o jeitinho da publicidade: ele permite que uma marca esconda uma informação sem de fato escondê-la. Por isso, para o Dia da Mentira, o Nubank criou o movimento #AsteriscoNão.

Com ele, convidamos as marcas a repensar a forma de se comunicar com os clientes, abolindo as letras miúdas e os asteriscos que escondem informações importantes.

Não faz sentido estampar um “sem taxas” bem grande no anúncio se, lá no rodapé, tem uma notinha que fala “*promoção válida por tempo limitado”.

Nessas situações, o asterisco, um simples sinal de pontuação, vira o vilão da interpretação de texto colocando, em um cantinho qualquer, parte importante da informação.

Muitas vezes, o * é usado para que o anunciante consiga falar uma meia-verdade sem ser punido – afinal, em algum lugar, em letras miúdas, ele explicou todos os detalhes.  Do ponto de vista jurídico, a marca não erra – a culpa é do cliente que não leu direito.

Por isso, a gente acredita que o asterisco na publicidade precisa ser abolido!

#AsteriscoNão: como deixar o * fora dos anúncios

De forma geral, o asterisco precisa parar de ser usado para:

  • Esconder preços – de produtos, serviços ou taxas.
  • Inserir uma informação que muda a forma como o cliente interpreta ou entende o texto principal – não vale destacar a palavra “grátis” e usar o * para dizer que não e bem assim.
  • Distorcer uma afirmação – dizer que algo vale para “qualquer cliente”, quando o * informa mil critérios específicos.

Por outro lado, nem sempre os asteriscos aparecem para dar um jeitinho na comunicação. Existem situações fora da publicidade em que o uso não tem nada a ver com querer esconder uma informação do cliente.

Fora da publicidade, vale usar o asterisco?

O asterisco é uma forma de limpar o texto – de deixar em evidência o que é mais importante sem que as pessoas se distraiam ou percam o interesse ao se deparar com um bloco enorme de informação.

Muitas vezes, a informação não cabe, é complexa ou grande demais para o espaço que se tem. Alguns tipos de ações, como Concursos Culturais, por exemplo, exigem que as marcas exibam uma série de regras em uma espaço pequeno.

Outro caso em que o uso pode ser válido é quando a marca decide usar o asterisco para citar a fonte de uma informação. O principal está no texto, de forma clara, e o asterisco no rodapé contém apenas de onde veio o dado  – uma pesquisa, um livro, um relatório.

A gente acredita que usar * nesses casos pode ser uma forma de dar ainda mais transparência sobre a origem dos dados apresentados no material – seja ele um contrato, um e-mail, um texto.

Lembrando, claro, que o primeiro princípio é o que vale: não usar o asterisco como forma de esconder o que o cliente deveria saber.

Por aqui, essas são as pequenas regras que a gente adotou para simplificar a nossa comunicação. É um pacto que a gente quer fazer com nosso clientes: o de continuar melhorando sempre o nosso foco na transparência.

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